Comentários Independentes... (Postagem Especial - 05)

 

É possível que alguns leitores deste blog tenham algo que gostariam de comentar (ou dizer), mas que não se encontra exatamente vinculado a determinada mensagem dos intervenientes ou em relação a alguma destas postagens ditas especiais, ou em relação a algum dos índices publicados. Este algo a ser comentado pode ser, por exemplo, fruto de uma vivência, de um sonho, de uma reflexão, de um insight, de uma inspiração; e também pode ser uma cópia de pequeno texto, cujo ensinamento seja extraordinário.


Então, caso se manifeste algo assim, para quaisquer dos visitantes do Últimas Leituras da Luz, onde tenha surgido este interesse de fazer um comentário próprio, sem vínculo a determinada publicação, é só comentar nesta Postagem Especial - 05 (Comentários Independentes).

 

Vale ressaltar que este comentário independente não deve ter conteúdo apologético de personalidade, exceto se for no sentido de transcendê-la.  



CAMINHO PARA ESCAPAR DO SOFRIMENTO: "A CONSCIÊNCIA"

 
Eckhart Tolle


Não crie mais sofrimento no presente.

Ninguém tem uma vida livre de sofrimento e mágoa. Não é uma questão de aprender a viver com isso, em vez de tentar evitar?

A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida.

O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é. No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.

Por que a mente tem o hábito de negar ou resistir ao Agora? Porque ela não consegue funcionar e permanecer no controle sem que esteja associada ao tempo, tanto passado quanto futuro, e assim ela vê o atemporal Agora como algo ameaçador. Na verdade, o tempo e a mente são inseparáveis.

Imagine a Terra sem a vida humana, habitada apenas por plantas e animais. Será que ainda haveria passado e futuro? Será que as perguntas “que horas são?” ou “que dia é hoje?” teriam algum sentido para um carvalho ou uma águia? Acho que eles ficariam intrigados e responderiam: “Claro que é agora. A hora é agora. O que mais existe?”

Não há dúvidas de que precisamos da mente e do tempo, mas, no momento, em que eles assumem o controle das nossas vidas, surgem os problemas, o sofrimento e a mágoa.

Para ter certeza de que permanece no controle, a mente trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro. Assim, a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, ficam encobertos pelo tempo e a nossa verdadeira natureza é obscurecida pela mente. Todos nós sofremos ao ignorar ou negar cada momento precioso ou reduzi-lo a um meio para alcançar algo no futuro, algo que só existe em nossas mentes, nunca na realidade. O tempo acumulado na mente humana encerra uma grande quantidade de sofrimento cuja origem está no passado.

Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não crie mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de “criar” tempo? Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual. O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga “sim” para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.

Às vezes, o momento atual é inaceitável, desagradável ou terrível.

As coisas são como são. Observe como a mente julga continuamente o comportamento, atribuindo nomes às coisas.

Ao observarmos o mecanismo da mente, escapamos dos padrões de resistência e podemos então permitir que o momento atual exista. Isso dará a você uma prova do estado de liberdade interior, o estado da verdadeira paz interior. Veja então o que acontece e parta para a ação, caso necessário ou possível.

Aceite, depois aja. O que quer que o momento atual contenha, aceite-o como uma escolha sua. Trabalhe sempre com ele, não contra. Torne-o um amigo e aliado, não seu inimigo. Isso transformará toda a sua vida, como por milagre.



***


Texto sem identificação de fonte e tradução (foi assim que o recebi). Contudo, desnecessário dizer quanto à autenticidade do autor, pois é mesmo a foto do E.Tolle (rs).


Ebook: DO CORPO HUMANO AO CORPO DIVINO - JLA (pdf, mobi e epub)


DO CORPO HUMANO AO CORPO DIVINO

Autor: JEAN-LUC AYOUN
Tradução do Francês: Mariana Anzzelotti
Original em Francês disponível em
https://lestransformations.wordpress.com/librairie/

Download: 

Versão em Pdf: Clique aqui

Versão em Epub (para alguns dispositivos móveis): Clique aqui

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Livro: Do Corpo Humano ao Corpo Divino - Parte B (Postagem Especial - 07)



 
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OS CORPOS SUTIS DO HOMEM



O espírito humano se abre pouco a pouco para a ideia de que além do corpo físico nós temos ainda seis corpos. Dessas sete túnicas encaixadas umas nas outras só a última é visível. É justamente este corpo de carne, que foi tão bem trabalhado, desmembrado, tratado e curado pela medicina ocidental.

Os seis outros corpos estão escondidos no interior do corpo de carne. Ainda mais, eles existem num outro plano vibratório, quer dizer que está fora de questão no momento vê-los e desmembrá-los. Num primeiro momento, podemos somente dizer que eles pertencem a outros planos de manifestação dificilmente concebíveis. Alguns de nós podem, entretanto, apreender o corpo etérico, não desde alguns anos, mas desde 4 a 5 mil anos. Os egípcios trabalhavam sobre este corpo e os chineses têm catalogado, classificado, analisado, sintetizado em sua medicina. Para a época atual, o mérito de ter redescoberto esse corpo compete a um médico francês que, injetando uma substância radioativa sobre um ponto de acupuntura, pode colocar em evidência visual o trajeto de um meridiano. Esse trajeto de meridiano confirma os gráficos chineses datando de mais de 20 mil anos, e sobretudo o produto radioativo indo se fundir ao redor da víscera ligada ao meridiano, nós estamos aí em possessão de uma prova visual da “víscera etérica”. Essa víscera etérica é exterior à víscera de carne, mas sempre no corpo físico.

O corpo seguinte é o corpo astral, está ele também no interior do corpo de carne, mas mais profundamente que o corpo etérico. Ele está então também no interior da víscera etérica. Depois vem o corpo mental, que está no interior dos precedentes, depois o corpo causal, e enfim, os dois últimos corpos: a alma divina e a alma espiritual. É preciso tentar se familiarizar com o fato de que o corpo mental não se encontra nos membros nem nos órgãos genitais, que o corpo causal está situado no peito, ao redor do coração de carne, mas numa outra dimensão. Os dois últimos corpos estão no coração, mas se manifestam na cabeça, qualquer parte em relação com o nó sino-auricular aí onde chega a transmissão cerebral (celeste) “dizendo” ao coração (a alma) para bater. O nó sino-auricular é o lugar da transmissão do influxo nervoso cerebral no coração.

Mas, o mais importante a guardar, é que cada um desses corpos possui uma radiação, e cada uma dessas radiações são elas visíveis sob certas condições e em função da lei da analogia: “o que está no alto é como o que está embaixo”. Se nós tratássemos sobre a radiação a aura do corpo em questão, nós obteríamos uma reação no corpo correspondente.


AS SETE AURAS DO NOSSO CORPO


Aura física
                                 
É a pele que é o receptáculo e o limite. Podemos apreendê-la diretamente pela textura da pele e pelos odores que se desprendem. É inútil dizer, já que esta aura faz referência aos sentidos habituais.


Aura etérica

Esta aura é a mais importante e, o dia em que a medicina a reconhecer, será possível dar um salto à frente considerável em direção à cura. Esta aura etérica segue os contornos do corpo físico e possui uma espessura variável, entre 10 e 15 cm. Ela se apresenta sob o aspecto de uma nuvem branca-cinza prateada, que segue os movimentos do corpo de carne. Esta primeira aura pode ser sentida ou vista, com os olhos abertos ou fechados. É também possível apalpá-la. É nesse nível que se apresentam a nós os chacras, como também os sete centros maiores descritos anteriormente, como centros menos densos, os nadis que estão presentes sobre todo o corpo.

Nesta aura etérica, nós encontramos a aura das diferentes vísceras e órgãos de nosso corpo, o fígado etérico se apresenta sob a forma do fígado de carne, sobre a mesma área de projeção que ele. Esse fígado tem a particularidade de estar conectado com a aura astral. Na superfície dessa aura existem as irregularidades, os buracos, as fissuras, as fugas, as manchas de cor e importância variável. Em princípio uma mancha vermelha-acastanhada escura indica o nascimento de um câncer que aparecerá nos dezoito meses próximos no corpo de carne. Frequentemente associado a esse tipo de manchas nós observamos uma diminuição clara do brilho do primeiro e do sétimo chacras, como também uma redução na atividade do baço etérico.


A aura astral

A manifestação dessa aura é apenas de turbilhões, sensações coloridas fugazes segundo cada instante num mesmo indivíduo.

É nesta aura, que se reflete o corpo do mesmo nome, que nascem as emoções, os desejos, as paixões, os reflexos da vida relacional. Esta aura astral possui uma cor de base que será a primeira coisa visível para a pessoa envolvida nessa leitura.

Esta cor de base da aura astral, que aparece a cerca de 80 cm do limite do corpo de carne e continua até ele, depende da qualidade das duas auras seguintes: mental e causal. Além disso, a mistura das auras astral, mental e causal forma o ovo áurico, que constitui uma verdadeira nuvem colorida ao redor do ser humano. No corpo astral nasce a maior parte das doenças que nós conhecemos neste fim de século XX. A doença possui sua raiz nesse corpo/aura e vai descer (ou subir) no corpo de carne. Segundo o que vemos, ela parece descer da aura, mas, na realidade, ela sobe do corpo astral correspondente situada no interior do corpo de carne para surgir nele. Esta subida toma um tempo variável para se manifestar no corpo físico, mas esse tempo é em regra geral cumprido entre três meses e três anos.


A aura mental

Na aura mental aparecem as formas pensamentos, as ideias, os germes de toda nova descoberta. Essas formas-pensamentos ficam como suspensas no limite dessa aura e, às vezes, uma delas se apega e vai errar ou se dirigir na aura mental de nosso planeta para ser captada pela pessoa receptiva ou maleável a ela. É nessa esfera que agem a magia, a telepatia, etc.


A aura causal

A Aura causal é o lugar onde está depositada nossa memória, a verdadeira memória, quer dizer aquela de nossas diferentes encarnações e da causa de nossa presença aqui embaixo. Nesse lugar é também registrado o filme de nossa vida nos seus mínimos detalhes e o clarividente vai, observando esta aura, ver as imagens, os rostos; ele vai ver aparecer as cenas que pertencem às vidas passadas do ser observado. Convém notar que só é oportuno ter esse tipo de olhar quando o outro pede a vocês. Não é na verdade desejável violar um santuário.

É importante compreender que as auras mental, astral e causal evoluem no mesmo espaço chamado ovo áurico, mas que cada uma delas corresponde a um nível vibratório diferente e que, para ter acesso a cada um dos níveis do ser, é preciso você mesmo estar na vibração correspondente.

As duas últimas auras refletem a alma espiritual e a alma divina, são tão sufocadas pelo véu da matéria e das outras auras que somente seres muitos grandes as manifestaram e que somente um outro grande ser pode ter acesso. Os grandes seres são Jesus, Buda ou toda outra alma encarnada em via de realização, que é um cristal, um canal, uma luz de Amor, o canal de Deus, uma ferramenta de Deus.


A ação sobre as auras

Como agir sobre o corpo sutil antes que a doença apareça no corpo físico? Em outros termos como, tratando os corpos sutis, podemos fazer desaparecer uma doença física.

Existe, na preliminar, uma graduação aparente na gênese de uma doença. Podemos pensar que toda desordem física tem sua origem nos corpos sutis. Isso é verdadeiro, mas na realidade, toda doença, todo mal-estar parece gerado no corpo causal. Minhas pesquisas, assim como meus guias espirituais, confirmam aparentemente este fato. Mesmo um câncer ligado ao astral planetário só poderá aparecer se o corpo causal o permite, mas não é sempre indispensável subir até o corpo causal para tratar a menor ciática, embora a verdadeira cura se encontre aí. De qualquer maneira, nos anos que virão a humanidade não estará ainda pronta para fazer esta pesquisa, pelo menos coletivamente.

Em função da lei da ação-reação (“o alto gera o embaixo”, “isso que está no alto é como isso que está embaixo”), para agir sobre um corpo sutil, é necessário agir sobre a aura desse corpo. Na verdade, é impossível agir sobre um corpo sutil (salvo o etérico), porque ele está escondido no corpo de carne. Somente o próprio ser pode agir sobre seus próprios corpos sutis, porque somente ele mesmo pode conhecer, ter a consciência, amar seus diferentes corpos sutis, em nome de seu corpo divino, de seu projeto de vida e da encarnação.

O corpo físico parece ser apenas um autômato sob o domínio do corpo/aura etérica. Esse corpo de carne que nós somos é apenas uma ilusão, o reflexo de uma realidade muito mais tangível, mesmo que ela não seja para os nossos sentidos físicos.

O mais belo exemplo a dar corresponde certamente à imagem de um marionete que não é nada, não possui nenhuma vida própria, mas que vive e se anima desde que os fios invisíveis o coloquem em movimento. O marionete é o nosso corpo físico, os fios correspondem à aura etérica. Mas os fios são subordinados na sua ação à mão que anima os fios e o marionete, a mão pode corresponder aqui à causa do movimento e da vida do marionete: o famoso corpo causal.

A palavra corpo empregada para designar nossas túnicas sutis podendo gerar alguns espíritos, seria preferível pensar em termos de “planos”:
O plano etérico, o plano mental, etc..., essa palavra que é mais uma sugestão de uma dimensão diferente, não habitual à quarta dimensão, à quinta, etc.
Abordemos primeiro a ação do terapeuta, antes de passar para a verdadeira cura: o ser curando a si próprio.


O terapeuta

Nós temos a fazer dois seres, um em face do outro, o primeiro pede ao outro: “Tire-me este sofrimento”. A medicina ocidental chegará muito bem a suprimir o sofrimento. Nas medicinas alternativas como a acupuntura, a homeopatia, a auriculo medicina, a osteopatia, etc..., a terapia é mais sutil, porque o cuidador tira o sofrimento e pergunta: “Porque seu sofrimento?” A medicina holística vai ainda muito mais longe porque ela pergunta: Porque seu sofrimento? Como é sua dor? Qual caminho deve ser feito para te trazer a cura?”e, a um certo nível, o terapeuta dirá: “Aqui, cura-te a ti mesmo”. O homem tem a possibilidade de curar a si próprio, remover todos os seus sofrimentos. Utopia? Não, estrita realidade, mas que só está acessível em um certo estado de consciência e de ser.


O corpo/aura etérica

É nesse nível que agem as medicinas ditas doces ou alternativas. É nesse nível que toda desordem “toma” forma para surgir no corpo físico. O modo de ação sobre esse corpo esteve em parte presente para propósito da acupuntura e dos cristais. Mas podemos também, por exemplo, costurar a aura com o dedo, com o cristal que passamos a 10-15 cm da pele. Podemos ainda passear o cristal sobre a região em relação à víscera sofrente ou proceder pela analogia. Por exemplo, diante de um dano no sangue como uma anemia, será necessário passar o cristal em face do coração, do fígado e do baço e de um osso longo que contém a medula óssea. Outro exemplo, no caso de alergia. É necessário tratar da mesma maneira o fígado, o baço, o tubo digestivo, os pulmões. Último exemplo, para uma hipertensão, o cristal será colocado diante das carótidas, do coração, dos rins, do crânio.

Será escolhido um cristal que está em ressonância com o corpo etérico, a cor será de preferência amarela (topázio imperial, citrino) que será programado para o cuidado exclusivo sobre o corpo/aura etérica. Esse mesmo cristal poderá ser utilizado também para a “leitura” da aura etérica. Assim, quando uma pedra amarela está segura na mão dominante (direita para os destros) e passada sobre a aura etérica de uma pessoa, os olhos do operador estando fechados, ele vai sentir, perceber as alterações. Esta experiência é magnífica desde a primeira vez.  Ela é fonte de perguntas e então de progresso.


O corpo/aura astral

Esta aura se estende então da pele até 80 cm dela. Sua raiz está na correspondência astral do fígado; é o lugar de nascimentos das emoções, dos estresses, é nesse nível que um homem sente a simpatia ou a antipatia, é aqui que se apresentam os sentimentos. Nesta aura, nós podemos limpar o excesso de um sentimento, o excesso de estresse, adotando o mesmo processo que para a aura etérica. Mas aqui, o cristal será colocado a cerca de 80 cm do corpo, aí de fato onde é sentido o limite desta aura (que se trata de uma sensação tátil, visual ou intuitiva). A pedra escolhida nesse caso será de cor azul verde (água-marinha, turquesa azul). Os olhos fechados, vocês sentirão sobre formas de vibrações coloridas os diferentes excessos. Exemplo típico do estresse na leitura da aura astral: vibração de raiva com cor vermelha, mais ou menos viva, sensação de vibração agitada no nível do chacra solar, com às vezes calor um calor doentio.


O corpo/aura causal

Se trata aqui de ler as vidas anteriores do paciente, um pouco semelhante ao que fazia Edgar Cayce, o famoso médium americano. Se trata bem de ler, porque está fora de questão agir deliberadamente sobre o carma das pessoas. Na verdade, em função da lei da ação-reação, é seu próprio carma que irá sofrer as consequências, a menos que vocês estejam desembaraçados de seu carma pela graça (nós falaremos novamente mais à frente). A leitura das vidas anteriores poderá dar algumas chaves para a pessoa progredir, para saber onde se dirigir e ter uma ideia do sentido de sua vida presente, com as provas que ela atravessa e as pessoas que ela convive.


Cura-te a ti mesmo

Esta técnica é provavelmente a revolução dos anos futuros, com a medicina cármica que nós faremos referência no próximo capítulo e a verdadeira cura do ser que será a finalização dos sofrimentos da humanidade.

Ela consiste em enviar a consciência do paciente num dos seus corpos sutis. A consciência pode viajar (à noite, por exemplo, quando de uma meditação, quando de uma viagem astral).

Mas como fazer essa consciência viajar?

E, sobretudo, como permiti-la tratar seus corpos sutis?

O terapeuta deve estar com seu paciente num quarto calmo, isolado. Ele está deitado e o terapeuta se senta ao seu lado, para ser simples e humildemente o guia que vai dirigir sua consciência lá onde reside o problema. O paciente tem na mão direita (mão esquerda para um canhoto) a pedra correspondente ao corpo a explorar.  Nós consideraremos sucessivamente o corpo físico, o corpo etérico, o corpo astral, o corpo mental. (O corpo causal será levado em conta no capítulo sobre a medicina cármica). Eis aqui as pedras que eu utilizo pessoalmente: para o corpo físico: a turmalina preta, para o etérico: um topázio imperial, para o astral: uma água-marinha, para o corpo mental: um rubi.

O paciente está então deitado, os olhos fechados, braços e pernas descruzados, o cristal correspondente ao corpo a tratar na sua mão. Uma música de relaxamento poderá servir de apoio no ambiente, mas não é absolutamente necessário e mesmo, às vezes, incomoda.  Se eu me refiro ao que eu vi em Atlântida, é possível dispor uma luz da cor correspondente ao corpo explorado, mas ainda uma vez, isso não é necessário. O essencial é que o paciente e o terapeuta estejam em harmonia, sensação impossível para descrever por palavras, mas que deve ser sentida realmente pelos dois seres em presença.

Nesse momento, o terapeuta vai fazer tomar consciência, fazer sentir pela palavra a vibração que está na mão do paciente, e vai fazer amplificar esta vibração até que o paciente tenha, ele também, se tornado “cristal” e sinta este estado vibratório em todas as células do seu corpo.

O terapeuta vai então pedir à consciência para ir em direção ao lugar do sofrimento e retransmitir pela palavra as sensações que chegam à consciência. A única barreira a vencer é a razão da pessoa que pode acreditar que ela está prestes a delirar ou imaginar ou sonhar. Mas não vale a pena tentar convencer o outro, e lhe impor o fato de que o que ele vê ou sente é a realidade. O principal é que ele exprima por palavras o que ele está prestes a apreender ou a viver. Começamos pelo corpo físico. O paciente descreve o corpo tal como a anatomia pode fazê-lo ou ainda como o cirurgião após abrir o corpo.

Aliás, o paciente sentirá com frequência os formigamentos, um calor lá onde sua consciência está explorando.

Para o corpo etérico, a parte doente será, com frequência, a mais “vista” sob forma de manchas coloridas, de traços ou raios escuros ou pretos, as manchas coloridas sendo de cores variáveis, cada cor tendo um significado.

Para o corpo astral: sensações coloridas difusas, turbilhonantes, às vezes sensações desagradáveis poderão ser provadas (vertigens, tonturas).

Com o corpo mental, nós chegamos ao mundo das formas-pensamentos e forças-pensamentos e o que verá o ser o qual a consciência explora esse plano, se apresentará sob formas de visualizações, de conceitos, de ideias (um cinzeiro cheio de pontas de cigarro que será necessário eliminar do mental para parar de fumar, por exemplo).

E quando a consciência tiver enunciado o mais claramente possível, o que ela sente, “vê”, nesse momento somente o terapeuta poderá guiar seu paciente lhe dizendo para suprimir, eliminar, apagar a imagem ou a sensação que já gerou ou vai gerar o distúrbio no corpo físico, a doença no presente e a vida do ser.

O paciente que se trata tem a possibilidade real de curar a ele mesmo de muitas misérias e doenças da vida cotidiana.

Aqueles que estão envolvidos no caminho da cura poderão experimentar eles mesmos com os seus pacientes. Vocês serão maravilhados por isso que as pessoas podem fazer com o cristal, porque isso que eles vivem e descrevem e, sobretudo, pelo fato que eles podem tratar eles mesmos totalmente de seus sofrimentos, na condição de que a alma e então seu transmissor, o corpo causal, tenha aceitado. Se o corpo causal e a alma recusam o tratamento, como por exemplo, no caso em que a doença faz parte do destino profundo do ser ou do carma a compreender, o cuidado dos outros corpos não será o suficiente.

Será então necessário penetrar no corpo causal e na terapêutica que eu chamei “medicina cármica”, ou ainda na cura do ser, verdadeiramente na arte médica.

É preciso saber também que é possível penetrar nos outros corpos, por exemplo o corpo causal da humanidade, mas é fora de questão se aventurar sem ter alcançado um nível de consciência total ou quase e, sobretudo, sem ter  tornado a si mesmo um diamante quase puro, quer dizer, estar no caminho do amor incondicional. Esse corpo causal do universo é de alguma forma o inconsciente coletivo ou, sob um outro nome, os anais akáshicos.


 

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MEDICINA CÁRMICA A VERDADEIRA CURA



Um de meus pacientes que teve em sua juventude uma pequena ruptura de ligamento pelos frequentes exercícios esportivos, sofria cronicamente há trinta anos de um tipo de tendinite no joelho direito. Resultando em uma fragilidade que se revelava durante alguns dias a cada oito ou nove meses. E, desde um ano, o bloqueio parcial do joelho ficou latente de maneira praticamente contínua. Osteopatia com reequilíbrio da bacia, acupuntura, levaram, a certas claras melhorias, mas subitamente houve recaída alguns dias mais tarde! Eu decidi então utilizar uma técnica especial baseada na regressão cármica “aqui o relatório de meu paciente!”.

“Eu apareci numa floresta tropical, na folhagem verde luxuriante, presumivelmente na África (no ano de 1.400 de nossa era). Um arco e flechas se impunham primeiro a mim, porque eu era um caçador. Eu era casado, eu tinha uma família numa cidade na qual eu vejo cabanas e telhados compostos por grandes e largas folhas. De repente, aqui estou eu numa clareira e do outro lado, uma linha de guerreiros silenciosos mas de maneira acusadora me encaravam. Eu havia pisado no território de caça proibido de uma tribo rival! Eu tinha violado as regras e devia pagar! Meu terapeuta programou nossa sessão para que eu não revivesse emocionalmente esse drama, mas que eu simplesmente o reconhecesse intelectualmente: me capturaram e quebraram minha perna direita, me impedindo assim de continuar a praticar meu trabalho de caçar. Em seguida, eu descobri que o chefe que ordenou esse suplício estava reencarnado em nossos dias como meu pai atual, morto aliás há alguns anos. Eu devo dizer que eu nunca tive muita afinidade com o meu pai. A pedido de meu terapeuta, eu enviei um pensamento de perdão e um fluxo de amor sobre esse guerreiro e seus homens, eu rompi as ligações do passado e apaguei a imagem negativa.

E isso não foi tudo, dois dias mais tarde, eu me despertei com uma ligeira sensação na perna direita, análoga a uma série de fraturas dos ossos indo da coxa à panturrilha. Era de alguma forma uma impressão não dolorosa que se ajuntava às sensações normais. Esse sinal veio me ensinar que o traumatismo sofrido outrora foi o suplício do esmagamento da perna! Tendo desde longos anos o hábito de experimentar o ocultismo, eu acendi uma vela e pronunciei uma oração enviando ondas de amor sobre as pessoas e a cena do passado. Alguns minutos mais tarde todo incomodo havia inteiramente desaparecido no funcionamento dos músculos”.

Após esse testemunho que mostra um dos aspectos da medicina cármica, eu me perguntei muito tempo se eu tinha o direito de divulgar este conhecimento. Eu estou seguro agora que isso é um dever, porque a noção do carma, esta famosa lei de ação-reação nas encarnações sucessivas do ser, vai permitir à nossa humanidade tomar consciência da Luz e do Amor que nós somos. E esta consciência de Amor poderá suprimir o carma e o substituir pela graça, porque o Amor apaga todos os erros, todos os sofrimentos. Quando eu falo de medicina cármica, eu me refiro ao corpo causal mencionado no fim do capítulo anterior, verdadeiramente o banco de memória onde estão estocadas todas as informações relativas à entidade que nós somos. É possível a própria entidade suprimir, eliminar, apagar pela compreensão e, sobretudo, pela vibração do Amor, um carma negativo em relação com tal ou tal evento de sua vida ( afetiva, física ou mental).


O que podemos curar pela medicina cármica?

A cura não tem limites se ela não está fixada no corpo divino! Nesse caminho sagrado, a liberdade é mais importante do que nunca, e se o paciente recusa romper o laço cármico tratando a imagem responsável (eliminando pela vibração do Amor) é sua liberdade, seu direito imprescritível.

Se nós nos colocamos no caso onde o paciente aceita a cura, a partir desse momento, tudo é possível. Tudo é curável e nós entramos então no milagre, na cura espiritual. Tudo se trata, tudo se cura, tudo tem uma solução e é evidente que, se uma doença está declarada num corpo, seu remédio existe. Se a AIDS apareceu, sua cura existe e ela não passa por máquinas nem por montanhas de dinheiro, mas somente pela Luz e pela mais pura das luzes: o DIAMANTE, o AMOR.


As técnicas a empregar

A hipnose foi a primeira técnica de regressão empregada nos Estados Unidos. Ela tem seus méritos, mas, por minha parte, eu não estou absolutamente convencido de sua eficácia terapêutica. Na verdade, para que a terapêutica seja eficaz, a consciência deve estar presente.

Na França, algumas pessoas utilizam as técnicas de relaxamento que colocam em repouso o corpo físico, o adormecendo, depois fazem entrar a consciência do indivíduo num estado especial de despertar, e é este estado de despertar que permite ao espírito ir buscar na memória do corpo causal alguns eventos do passado. Podemos também, neste estado, fazer partir a consciência em outras esferas, em outros mundos. Esta técnica pode ser a menos perigosa, na condição de não esquecer de fazer o paciente criar uma proteção, pela seguinte razão, quando a consciência viaja, as coisas desagradáveis podem surgir, como em nosso testemunho no início do capítulo.

A terapêutica vai consistir quando chegamos a um episódio de uma vida passada responsável pela doença do presente, em desfazer o “laço cármico” pelo paciente. No momento em que o paciente coloca o dedo sobre a cena cármica, há instantaneamente o conhecimento do porque e do como de sua doença ou de seu problema atual. O terapeuta lhe pede então para perdoar e enviar o amor e a luz. Assim a cena vai ser eliminada, apagada, e o laço cármico destruído real e definitivamente. Quando o paciente volta a ele, se houver uma simples dor sem substrato anatômico, esse terá desaparecido instantaneamente. Ao contrário, um caso de lesão orgânica, a dor durará em regra geral três semanas para desaparecer completamente, mas o melhoramento será percebido rapidamente. Existe uma terceira técnica, que consiste em colocar um cristal de quartzo na mão do paciente para fazê-lo se tornar cristal. Depois, quando sua consciência se tornou cristal, guiar o ser ao lugar onde reside o problema e de proceder em seguida da mesma maneira que na técnica de relaxamento.


O laço cármico

O laço cármico une sempre um ser a outro ou a um grupo de seres. Um laço cármico pode ser alguma coisa de muito bonito. Por exemplo, dois seres que se amavam no Egito, na idade média, e eles se reencontram hoje para prosseguir juntos seu trabalho no serviço da humanidade. Na ocorrência, quem pediria para suprimir esse laço? Mas o laço cármico pode ser também uma corda que impede a liberdade de duas almas face a face de um problema que os coloca em relação atualmente, isso pelo fato de uma incompreensão de um problema no passado e, sobretudo, do não perdão da falta do outro. Tomemos um exemplo vivido: um homem jovem e belo de trinta anos se torna impotente no nascimento de sua filha. Nenhuma lesão, nem problemas em sua vida. Nenhuma terapêutica se revelou eficaz, procedemos a uma regressão e ele reencontra no passado uma vida onde ele violenta uma mulher. Esta mulher violada do passado está encarnada hoje e se trata de sua filha! Nesse caso o laço cármico, o problemático é o violador, mas o violador pode, tanto como sua vítima, perdoar e enviar o Amor para a mulher do passado e esse perdão do passado se transmite ao presente; o laço cármico é destruído. O pai não está mais impotente, sua filha é livre, ele está livre também, eles são novos um frente ao outro, porque eles estão perdoados e eles estão compreendidos. O CARMA representa a experiência, a escola da vida.


O raio do Amor

Toda pessoa que segue para buscar uma cura no passado através de uma regressão deve, se ela quer verdadeiramente curar, tratar ela mesma seu carma pelo raio do Amor. O que sente ela quando envia o perdão para ela mesma e a outro? Uma alegria inefável, um sentimento indizível de alegria, muito fugaz em geral, mas, no entanto muito real. A explicação desse sentimento é a seguinte. Em regra geral, pela primeira vez de sua vida, esta pessoa alcança um estado particular onde ela se aproxima de uma vibração particular que é a luz do Amor. Todos aqueles que viveram isso não podem esquecer.

Alguns seres têm a possibilidade de ir num lugar onde está armazenado o LIVRO DA VIDA. Este lugar atemporal e informal é, contudo muito concreto sobre um plano vibratório diferente. Nesse lugar, que é a biblioteca do universo, são conservados todos os instantes de nossa humanidade, de cada indivíduo, de cada tempo, de cada lugar. As raras pessoas que eu tenho acompanhado, guiado, todas trouxeram a mesma descrição desse lugar e do personagem que era o bibliotecário e o guardião. Aqueles que tiveram a chance de ler seu livro da vida mergulharam dentro de fato, porque o que está escrito está em linguagem universal composta de símbolos e de imagens geométricas muito simples.

O carma negativo, a ação negativa, é representado por um triângulo equilateral no qual é colocado um diamante. Esse diamante sufoca e seu brilho é manchado pelo triângulo. Depois de uma regressão terapêutica bem sucedida, aquele que havia visto esta imagem antes de sua terapia e que subiu após a terapia para olhar de novo para o seu caminho de vida verá, no lugar do triângulo confinando o diamante, o diamante liberado, brilhando todos seus fogos.  É necessário especificar que muitos personagens certamente já exploraram esse mesmo lugar. Eu penso em Madame Blavatsky, em Edgar Cayce, em muitos outros menos ilustres, menos conhecidos, mas os quais o desempenho foi também importante.

O perdão, o raio do Amor, é então o único caminho para o ser que quer curar um problema de sua existência e se, pela alegria, o raio do Amor se transforma um dia em sol de Amor, então o carma é destruído total e completamente. Nesse momento, vocês estarão completamente livres, vocês serão apenas amor, o canal mais puro, vocês terão alcançado a deidade, vocês serão tal como Jesus, tal como Buda.

Como se reativa um carma. Um laço cármico pode se reativar na vida presente quando as circunstâncias forem apropriadas, evidentemente, quer dizer num momento aonde o ser vai reencontrar o outro ser com o qual, no passado, ele estabeleceu o laço. Esse laço do passado pode ter sido estabelecido há muito tempo.

Entre as maneiras as quais se reativa o carma, há também o lugar geográfico, o famoso sentimento de déjà vu. Cada pedra, cada árvore, cada pedaço de solo guarda em sua memória, inscrito de maneira indelével, tudo que ela viveu. E quando duas memórias que tenham vivido alguma coisa em comum se reencontram, elas se apegam. Nesse momento, o laço cármico desce do corpo causal em direção ao corpo físico e vai infligir um sofrimento em um lugar específico.

Podemos ainda reativar um carma pela repetição de um mesmo problema a cada encarnação.

Enfim, podemos também fazer regredir alguém para trazer um conhecimento passado num corpo presente. Nesse caso, reativamos o lado positivo do carma.


O curador do carma 

O curador deve ter uma busca espiritual autêntica, ele deve ter em alguma parte dele, e se possível em toda parte nele, a noção de Amor Universal: deste amor que banha toda coisa criada no universo desde o eléctron até a vida mais evoluída. Esta pessoa, e somente ela, deve acessar as vidas passadas do ser que ela quer curar. Fazer as regressões por curiosidade, para ver, constitui uma total heresia.


Mensagem sobre a cura

A medicina não deve mais existir, ela deve tender a se apagar diante da cura do homem em seu corpo físico como em seus corpos sutis, isso não quer dizer que é necessário destruir as aquisições, mas ao contrário, as transcender e as transmutar na luz do amor, para não mais tratar, mas curar. É necessário conservar a anatomia, ela é essencial como referência física. É necessário conservar a fisiologia, é o movimento, a rota normal a seguir. É necessário conservar a biologia, porque é nosso material infinitésimo resultando no DNA espiritual.

Mas é necessário guardar para algumas doenças a medicina moderna tal como ela é.

A cura é a arte de fazer penetrar o espírito na matéria. É o ser no processo de cumprimento que tenta, através do que traz aos outros, fundir nele os conceitos da nova era;  AMOR-CONHECIMENTO-CONSCIÊNCIA. Ele é amor, seu coração está aberto para a humanidade. É o conhecimento, a abertura do topo do seu crânio, o vórtice. Ele é consciência, seu farol psíquico é iluminado, ele tem o poder da alma. Esse fardo triplo é, sobretudo, sua locomotiva, sua razão de ser.

Muitos entre nós são chamados a ser os Budas, os Jesus, os Maomé, mas sobretudo eles deverão guardar os pés sobre a terra, eles serão só um Jesus, Buda, Maomé mas certamente não serão os deuses.

Eles deverão simplesmente se considerar e se fazer considerar como canais, como as ferramentas, e simplesmente as ferramentas. O amor está em tudo, o carma é cego ao amor. O amor apaga o carma, mas aquele que ama se apressa e quer ainda se encontrar no carma para esperar se dar a ocasião de servir. 

Se colocar a questão do carma é não mais acreditar no amor; se colocar a questão da reencarnação é ofender seu próprio espírito.

Podemos sempre explicar o presente pelo passado ou pelo futuro; mas o amor só conhece o presente e nada mais, ele não se explica, ele se vive! Às vezes se comunica e sempre espera. O presente é como uma gota de orvalho eterna que nenhuma luz pode secar. É suficiente se fixar no seu coração e o presente se preencherá de amor. Esta luz não pode destruir nada, porque mesmo a morte é um ato de amor. O passado só está lá para nos mostrar a ausência de amor.

Feliz daquele que não tem passado nem futuro, porque todos os caminhos lhe são abertos.

Em verdade, é suficiente amar além da razão, além do cálculo, além do próprio ato de amor. Amar é ser como seu Pai, se sentir o Criador de toda vida, e ter a chance de ser ao mesmo tempo a criatura, coisa que pode fazer o Pai só através daquele que vive.

Amar é sentir a vida em toda parte, amar é a unidade, amar é sem palavras, porque sua origem está no sem nome. Nomear é já abandonar o amor para a dualidade e a distância em relação ao objeto nomeado.

É preciso ser capaz de dizer: a natureza sou eu, meu inimigo sou eu, a mulher, o homem, a criança, sou eu; toda vida está em mim, nada me pertence porque eu estou neles, eles e eu formando só um. Ausência de distância, ausência de julgamento, a separação é só uma ideia que o homem lançou sobre sua consciência para ofuscar seu coração. Mas aceitar essa separação é já reconhecer a unidade no seu coração, porque o Coração que ama não está mais na dualidade.

O amor é uma flor eterna. A grama que germina e a qual a raiz mergulha na terra sabe a promessa que lhe é feita, ela sabe que em breve a flor nascerá. Esta flor azul no coração amarelo contém, ela também, a promessa de futuras sementes. Sementes, flores, onde está a diferença? No tamanho? Na forma? Na cor?

Aquele que vê uma diferença é como aquele que vê uma diferença entre o pai e a mãe, ele não vê neles seu irmão e sua irmã.




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A CONSCIÊNCIA DA ERA DE AQUÁRIO



O quadro do futuro se desenha agora. Cabe à nossa humanidade melhorar este quadro ou destruí-lo. Vamos escolher modificar o mais profundo de nós mesmos o que nós somos e nos abrir para a realidade das coisas?

Podemos tentar descrever a vibração da Era de Aquário graças à imagem de um diamante muito puro, do qual escapam as gotas de cristal.

Cada vez mais as pessoas são retiradas de uma morte clínica e voltam com as visões maravilhosas e concordantes sobre o que acontece do outro lado. Elas são completamente transformadas em seu modo de vida, na consciência que elas tinham das coisas. É para a maioria a ocasião de se tornarem realmente elas mesmas. A partir dessa experiência, o Amor domina sua existência e elas manifestam frequentemente dons particulares, essencialmente o dom da cura pelo Amor. Mas é preciso saber que encontramos também nos Estados Unidos, e igualmente na França, as pessoas que apresentam todos os pontos comuns com aqueles que retornaram do outro lado, mesmo que eles não tenham conhecido essa experiência. Eles despertaram uma manhã transformados e não podemos dizer nada senão que antes desta noite, eles não eram realmente eles mesmos e que, desde então eles são eles mesmos. Tudo mudou para eles, eles se colocam literalmente para amar toda criação, todos os homens, todas as árvores...

Esses seres humanos são diferentes, mas essa diferença que constatamos neles não representa a revolução de todos os homens na Era de Aquário?


O Holograma

Nós estamos sobre a Terra como numa escola, para progredir, para avançar na evolução do que nós somos. Nós estamos aqui para compreender o que são a separação, a dor, a alegria, para experimentar e nos aproximar da luz, para compreender que o outro em face é também nós.

Porque nós somos co-criadores do Universo, nós estamos no Todo e o Todo está em nós. Nós contemos o Todo e Todo nos contém. É o princípio do holograma, um tipo de fotografia, inventada em 1947. O holograma consiste de um pedaço de filme que, quando olhamos normalmente, mostra um conjunto de padrões luminosos de manchas pretas muito incompreensíveis, mas que, se visto nas mesmas condições óticas que aquelas nas quais ela foi tomada, dá uma imagem em três dimensões. Podemos girar ao redor da imagem, se a fragmentamos, em 10 ou em 1000, cada um dos fragmentos deste holograma se torna o holograma inteiro. Podemos transcrever o holograma no nível da célula humana, que possui nela toda informação necessária para constituir um organismo completo.

Da mesma maneira, um ser humano é o holograma de toda criação. Assim, na medicina, podemos tratar um fragmento do holograma para tratar o corpo humano, quer dizer, o holograma inteiro. É o caso na auriculoterapia, na massoterapia, etc.


Os Guias espirituais

Os guias espirituais sempre existiram, mas falamos cada vez mais sobre isso. Eles se tornam um fenômeno ao mesmo tempo midiático e vital, sobretudo nessa época de transição. Cada um de nós tem um guia. É suficiente a vocês escutar o seu, se fazer um canal, fazer o vazio e se o seu coração está puro, se sua consciência se elevou acima da barreira da sua razão que cria o que ela vê ao invés do que ela ouve ou sente, nesse momento o guia está aí e ele entrega suas mensagens.

Isso acontece mais frequentemente à noite. A experiência difere radicalmente de um sonho, podemos compará-la a um sonho desperto, mas as informações que nos chegam são exploráveis até a manhã seguinte. É assim que eu obtive os guias das técnicas para fotografar as auras. Cada um pode receber da mesma maneira as indicações para desenvolver sua profissão ou bem ainda, se ver assinar as missões específicas.


Mensagem. A nova Era nos diz: Curem uns aos outros

Nós chegamos numa época em que a realização nos está aberta, mas para isso será necessário fusionar nossa dualidade, ciência e espiritualidade. O ultrapassar nosso pequeno mental egocêntrico, transcender nossa razão e intuição. O amor é nesta nova Era o motor que faz avançar o homem, mas também uma poderosa alavanca para despertar o outro em face; porque aquele que emana o amor inunda realmente os outros ao redor dele: o amor ilumina, o amor transcende, o amor aquece e purifica, o amor cura real e verdadeiramente. Tomamos consciência dessa vibração, a deixamos correr em nossos corações. E então, nós seremos também canais de amor, canais de luz. Aí está a realização, aí está a realização do futuro do homem.

Nós nos perguntamos todos um dia: por que a doença? Por que o sofrimento? Se o sofrimento existe, ele é o meio que nos é oferecido de ter a consciência, porque sem dor não há existência possível, sem dor o homem seria perfeito e então realizado. Mas não é, não mais, questão de aceitar o sofrimento sem nada fazer. O sofrimento existe para desencadear uma reação, provocar uma faísca. A luta contra o sofrimento passa por sua compreensão, compreensão física e espiritual. Aquele que sofre deve se fundir em seu sofrimento, fazer-se um só com ele para ultrapassá-lo. Certamente, meios físicos poderosos são colocados à nossa disposição pela medicina moderna e é preciso usá-los, mas o sofrimento pode também desaparecer pelo amor; ele é então transcendido e ultrapassado. Mas quem pode realmente ser apenas amor? Todos, se nós o quisermos sem exceção. Todos, se nós tivermos fé. É também os sofrimentos que fazem parte de um caminho de vida, de um projeto bem estabelecido, mas mesmo este sofrimento é acessível ao amor, acessível à sua própria transmutação, que a cura seja aquela da alma somente onde concerne, ao mesmo tempo, o corpo físico e a alma. É o grande princípio da Nova Era: a Cura.

Cura pelo amor, raio de luz, amor consciente, passando pelo conhecimento deste estado.

Jesus disse: “amem-se uns aos outros” e “ame teu próximo como a ti mesmo”. É ainda mais verdadeiro hoje, mais poderoso; mas a nova Era nos diz: curem uns aos outros, porque hoje a cura é, enfim, viável. Mas a cura passa antes de tudo pelo reconhecimento da natureza espiritual do homem. Esta natureza espiritual se encontra num corpo de carne, temos que fusionar estes dois aspectos para encontrar o caminho da unidade.


ALTA D’ALTAIR


Mensagem sobre a Era de Aquário

Com esta Era de Aquário e suas energias, atenção! Seus pensamentos são forças, mas atualmente forças mais poderosas que na Era anterior. Permaneçam claros, fiquem permanentemente no amor, senão esta força fará vocês explodirem, e é assim! A Era da consciência está em materialização, e a cada um de nós cabe se fazer canal, se fazer cristal e, por isso, é necessário se abrir ao amor. Abramos nossos corações e vibremos, elevemos as vibrações baixas que nós somos, que isso passe pela oração, pela meditação, pela alegria, pelo sofrimento, pouco importa. O principal é abrir o seu coração, a fim de abrir o coração dos outros. Sejamos os iniciadores; nós somos todos os mestres no poder, nós temos o conhecimento, nós temos o amor, nós temos a consciência. Nos resta apenas nos centrar, e nos reencontrar no mais profundo de nosso ser para acender o pavio, a chama. Mas atenção, esse fogo, esta chama podem queimar a alma e o corpo. É dado a nós, enfim, a possibilidade de nos religar realmente à nossa fonte, nosso centro, lugar de onde tudo provém e onde tudo deve voltar. Então, esta ocasião não desperdicemos, atuemos.

Eis aqui porque alguns de nós começam a entrever sua missão real neste fim de século XX importante. Coloquem-se a nu, porque é por nossa nudez que nós estamos próximos de nosso Pai, próximos do Amor: mas quem está realmente nu, hoje? Quem está nu mesmo em face de si mesmo? O homem deve estar nu, deve estar de pé, deve estar consciente.


Mensagem sobre os estados ampliados de consciência

Muitas pessoas, no curso dos séculos passados, se expressaram sobre o que elas chamam a consciência. O homem comum chama a sua consciência aquilo que ele sente, o modo que ele sente, o que ele sabe, o que ele apreende. E, no século XX especialmente, sobre o que ele reflete, o que lhe é inteligível. No curso das diferentes modificações de evolução, esta consciência se torna alguma coisa impalpável, alguns dizem mesmo que é a alma ou o espírito.

Sem chocar ninguém, eu me permito afirmar que a consciência é uma vibração. Tomemos o exemplo de uma corda de harpa, ela seria nosso corpo com suas falhas e suas perfeições. Façamos ele vibrar, e esta vibração é a manifestação da nossa consciência. Mas, segundo a intensidade da vibração, e também segundo a pureza do corpo, ele manifesta os estados vibratórios diferentes, um som diferente. Esta vibração pode se elevar, como nossa consciência pode se elevar.

A consciência é o meio que nos é dado para acessar o divino, e neste fim de século XX, nossa consciência pode se desenvolver, deve se ampliar, e deve vibrar um tom acima. E isso é o que chamamos o AMOR, este amor universal, o amor do “amem-se uns ao outros”, é o motor desta vibração, motor intrínseco se gerando nele mesmo. Elevar a vibração permite fusionar, mas por que fazê-lo? Para reencontrar a memória, reencontrar o que nós sempre fomos. Todo mundo escreve, desde alguns anos, sobre a era de Aquário. Se trata de uma nova moda? De um novo produto comercial? Não, a era de Aquário estende suas ramificações, prepara seu advento, seu reino em todos os níveis. A exploração da consciência individual, coletiva, planetária é um dos meios que nos são dados para vibrar em uníssono. Um homem disse um dia: “ciência sem consciência é apenas a ruína da alma”. Nós devemos ajuntar hoje:

“CONSCIÊNCIA SEM AMOR NÃO É CONHECIMENTO”.

Tentemos agora abrir o nosso coração a essas modificações de consciência. A meditação é uma consciência modificada. A consciência superior é aquela que vibra num modo não físico, mas etérico. Do etérico, esta vibração pode subir no astral, e o astral pode se eterizar ainda mais e chegar ao mental. Depois esta consciência pode se ampliar (ou pode se reduzir, o que tomando no sentido cósmico, é completamente a mesma coisa). Esta consciência, vibrando cada vez mais à trazer a cena as coisas que constituem nossas vidas anteriores. Mas a consciência superior não é ainda isso, a consciência superior é aquela que realiza o que ela é. Ela realizando o que ela é, está então realizada, ou em curso de realização. Ela conhece a vida, a morte, o carma, ela conhece o homem, ela conhece o mundo, ela é o mundo, ELA É AMOR, porque o amor é a mais alta vibração que ela pode alcançar.

Mas o homem que atingiu esta consciência superior deve descer num nível de consciência normal para viver entre os outros. Ele deve descer com a consciência de sua consciência superior e deve passar, fazer sentir, somente ser amor na sua vida, a mais terrestre que seja ela.

Este homem é, sobretudo, aquele que está em vias de realização do si, mas antes de tudo, ele deve ajudar os outros. A ajuda não é a compaixão, a ajuda não é a caridade no sentido físico, mas dar o amor, no sentido mais crístico, o mais búdico. O nome mesmo de Deus em hebreu é esta noção de amor, de dar. Mas quem é então aquele que possui ou, até mesmo, quem é essa consciência superior? Vocês todos, na condição de parar de querer ter para querer ser, querer ser não constituindo um desejo, não uma emoção, mas uma aspiração, no sentido nobre do termo: ser aspirado, aspirar à ser.






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UMA NOVA ARTE DE CURAR POR UMA NOVA ERA



Após ter abordado os chacras, as auras, os cristais, temas que mereciam cada um ser desenvolvidos em diversas obras, há uma última etapa. Esta última etapa consiste, como dizia Krishnamurti, em renunciar, de uma certa maneira, ao conhecimento, renunciar o saber, renunciar o acervo, para desembocar sobre alguma coisa de mais nua, alguma coisa de muito mais simples, que quer dizer, a unidade.

Existe um grupo de cura espiritual, portanto o nome é “Amor e Cura” que funciona em Paris e em diversas vilas da província. O objetivo deste grupo é reunir as pessoas que vão gerar o que poderíamos chamar uma energia unificada, visando criar como uma coluna de luz.

Nessa coluna de luz poderão descer os mestres de luz, os mestres realizados, que vão acolher as vibrações dos nomes e dos sobrenomes daqueles por quem esses grupos solicitam sua ajuda.

As técnicas do grupo são pedidas para se desenvolver nos anos vindouros. Os grupos de oração funcionam, aliás, já desde agora, que isso seja renovação carismática, os grupos de oração Maguy Lebrum e muitos outros ainda. Há, contudo uma armadilha para evitar, de importância. Está armadilha reside na violação do livre arbítrio. Na verdade, a partir do momento em que os homens se reúnem, que eles sejam três, cem, onde principalmente, eles gerem uma energia de grupo que será capaz de induzir as modificações sobre os indivíduos ou sobre dadas situações. Mas ainda é necessário que essas modificações não estejam em desacordo com as leis divinas, com a liberdade de ação de cada ser. Desde o instante em que unem suas forças, os seres humanos têm a possibilidade de deslocar as montanhas, daí a importância desta advertência. Quando oramos pela Terra, isso é diferente, porque se trata de um dever, e é a liberdade da Terra de aceitar ou não aceitar nossas orações. Ao contrário, nas técnicas energéticas de grupo que visam tratar uma ou as pessoas, é necessário não esquecer que esses seres têm seu livre arbítrio e que a energia é cega. A força dessa energia pode trazer as modificações que não estão previstas no projeto de vida destas pessoas.

As técnicas utilizadas nos grupos “Amor e Cura” são simples. Elas foram recebidas de maneira intuitiva, por mediunidade direta. Os participantes se colocam em círculo, se dando a mão. A palma da mão esquerda é voltada para o alto, a palma da mão direita é voltada para baixo. As pernas são ligeiramente afastadas, a coluna vertebral e a cabeça bem retas.

Nesse momento, a pessoa que dirige o grupo convida os participantes a colocar sua atenção sobre o topo de seu crânio (chamado nos capítulos anteriores chacra coronal ou sétimo centro de energia maior do corpo humano). Desse sétimo chacra, fazemos partir um raio de luz dourada. Esse raio sobe em direção ao céu e liga os participantes ao nosso Pai do Céu. Eles estão então, desta maneira, ligados ao Céu. Em seguida, visualizando raios de luz prata, que descem de suas plantas dos pés no mais profundo de nossa Mãe, a Terra, os ligando a ela. Eles estão, então, ligados ao Céu e à Terra, eles são crianças do Céu e da Terra, segundo a expressão dos chineses.

As energias elétricas cósmicas e as energias magnéticas terrestres penetram então nele. Elas se misturam no nível de seu peito, no chacra do coração. Eles acessam, assim, ao estado de canal.

Em seguida, cada um dos participantes faz nascer uma energia de amor, de paz e de cura em sua mão esquerda. Ele a transmite ao seu vizinho da esquerda, na mão direita dele. Esse último aceita a energia de seu vizinho da esquerda, a faz subir em seu braço, depois passar no seu coração, aumenta sua própria energia de amor, de paz, e de cura e a faz passar na sua mão esquerda. Esta energia de amor, de paz e de cura passa assim de mão em mão. Há então uma dupla circulação de energia. Uma vertical, vai do Céu à Terra e da Terra ao Céu passando por cada participante, a outra horizontal, de mão em mão, passando pelo coração.

Em seguida, os participantes criam pela visualização, uma esfera de proteção para o lugar no qual os trabalhos serão efetuados. Sua tensão se coloca sobre o quarto centro de energia maior, sobre o chacra do coração. E desse chacra do coração, eles visualizam um raio de luz verde que se dirige em direção ao centro do grupo, em direção ao centro da sala. Todos os participantes enviam esse raio de luz verde, e todos os raios de luz verde se encontram no meio da sala, formando um tipo de esfera que eles visualizam com os olhos fechados. Esta esfera, eles a alimentam em seguida, a aumentam, a constroem, e ela cresce cada vez mais. Num certo ponto, ela se torna tão grande, que ela se apresenta diante deles, os toca, os atravessa, os engloba. Eles continuam a alimentá-la até que ela se estabeleça nos limites da sala. É uma bola de amor, uma bola de luz, uma bola de proteção que vai permitir o desempenho das forças de luz e dos seres de luz.

Uma vez que essa bola está criada, há duas maneiras de proceder. A primeira e a mais simples consiste em colocar as fotografias, quer dizer os testemunhos vibratórios das pessoas que solicitaram ajuda. Os participantes colocam essas fotografias no centro do círculo sobre uma mesa.

Pouco importa se eles sabem ou não dos sofrimentos das pessoas dessas fotografias, e quem elas são. Eles só intervém como canal, colocando em benefício as energias do Céu e da Terra que os atravessam para os restabelecer com todo seu Amor aos apoios vibratórios destas pessoas.

Essas técnicas de cura espiritual são destinadas, antes de tudo, a trazer a paz para a alma para resgatá-la de seus sofrimentos. Se o resultado mais imediato é de tratar os males físicos, o mais importante é provocar um despertar ou mudança de estado de consciência na pessoa que pediu ajuda.

Para esta primeira técnica os participantes se dão a mão fechando os olhos, se ligam ao Céu e à Terra como anteriormente, fazem circular a energia de mão em mão em círculo. Em seguida, as mãos se soltam e as palmas se voltam em direção às fotografias no centro da sala. Os participantes deixam as energias do Céu e da Terra que os atravessam sair pelas mãos e se dirigir em direção às fotografias, sem nada querer, sem tentar dirigi-las sobre uma pessoa ao invés da outra. Nesse momento, eles geram uma outra energia, sempre pela visualização e o sentir energético. Ao final de um certo tempo, a visualização num grupo se acompanha de uma manifestação energética correspondente.

Isso não é um simples processo mental, mas antes de tudo um processo energético, que vai atuar essencialmente sobre as forças etéricas ou prânicas.
Uma vez então que as mãos estão soltas, os participantes imaginam um raio de Amor e de cura partindo de seu peito e se dirigindo também em direção às fotografias. Há então três fontes de energia: as duas mãos e o coração. Os participantes ficam assim durante cinco a dez minutos, atravessados pelas energias e colocando todo seu amor, deixando simplesmente as coisas acontecerem.  Na medida em que eles não decidem, eles mesmos, enviar mais energia sobre tal pessoa ou tal pessoa, não há violação do livre arbítrio.

Esta segunda técnica recorre aos mundos invisíveis, aos planos de luz que se situam no nível do mental superior e, sobretudo aos mestres da luz. Nesse caso, são os mestres de luz que vão decidir consentir ou não sua ajuda em relação aos sobrenomes e aos nomes de família das pessoas que estão presentes. O grupo se serve de um cristal que poderiam qualificar de cristal maior, em geral uma grande peça de cristal de rocha, ou eventualmente uma ametista, colocada sobre a mesa no centro do grupo.

O processo é o mesmo que anteriormente até o momento em que as mãos se separam e se voltam em direção ao cristal que está no centro da sala. Elas entram em contato vibratório com ele. Depois, os participantes visualizam a região cardíaca e enviam do chacra do coração um raio de luz dourada que penetra ele também, que se coloca também em contato vibratório com o cristal maior. Nesse estado, a maior parte, senão todos os participantes, começam a sentir uma leve pressão, uma leve vibração, como um vento fresco no nível do terceiro olho. E do sexto chacra, do centro frontal, eles enviam um outro raio de luz dourada em direção ao cristal.

Eles estão então em contato vibratório pelas mãos, pela alma (o coração), pelo espírito (o terceiro olho) com o cristal. Este afluxo de energia que eles levam ao cristal vai permitir entrar em ressonância e gerar acima dele e ao redor dele uma coluna de luz branca, de um branco muito brilhante, muito claro, muito puro. Eles alimentam essa coluna de luz branca por intermédio do cristal e esta coluna vai subir ao céu e em direção ao plano do mental superior. Uma vez que ela está constituída, eles a estabelecem, continuando a voltar suas palmas das mãos, seu chacra do coração e sua fronte em direção ao cristal. Nesse momento, os mestres de luz que estão dispostos a ajudá-los, descem na coluna de luz.

É interessante notar que eles não solicitam um mestre mais do que outro. Não há nenhuma razão para que eles decidam que tal dia eles entrarão em contato com tal mestre, e tal outro dia com tal outro mestre. Na verdade, eles deixam vir aqueles que desejam, segundo a qualidade do trabalho que é realizado.

Quando os mestres começam a descer, manifestações muito particulares se produzem: uma espécie de corrente de ar na sala, a temperatura abaixa de três a quatro graus num espaço de um a dez minutos, e os mestres estão presentes no grupo.

Frequentemente, quando a energia unificada do grupo é boa, muitas pessoas, médiuns ou não, percebem o mesmo rosto. Uma vez que os mestres estão lá, todos os membros do grupo pronunciam os nomes daqueles que solicitaram ajuda. Quando todos os nomes foram dados, os mestres, ou um dos mestres saem da coluna de luz e se dirigem a um dos participantes para proceder uma incorporação de sua energia vibratória. A pessoa entrega então uma mensagem destinada ao conjunto do planeta ou ao grupo “Amor e Cura” ou a outras pessoas presentes ou não presentes na sala.

Quando as energias são particularmente harmoniosas, um grande sentimento de amor ganha todos os participantes. Com frequência, as pessoas choram, se colocam de joelhos, tal é a potência do amor destes mestres de luz, desses realizados, é importante.

Quando os mestres acolhem os nomes e sobrenomes daqueles que pediram sua ajuda, eles sobem no seu domínio e os participantes cessam de alimentar o cristal que gerava esta coluna de luz branca. Ela se dilui e se apaga pouco a pouco.

Em geral, essas sessões de cura terminam com uma prece destinada a curar, se podemos dizer, a aura da Terra. A técnica é sempre a mesma, quer dizer que criamos uma energia unificada de grupo visualizando uma bola de luz verde que parte do coração. Todos os raios de luz se encontram no centro da sala, formando assim uma bola verde que o grupo faz crescer até que ela ultrapasse os limites da sala. Em seguida, no seu desenvolvimento, até que ela englobe completamente o planeta Terra e se estabeleça assim. Esta é a maneira a qual as pessoas desses grupos trabalham para o planeta para tentar protegê-lo, porque é ele que nos leva, que é na verdade nossa verdadeira mãe.


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Tradução do Francês: Mariana Anzzelotti 
https://lestransformations.wordpress.com/librairie/du-corps-humain-au-corps-divin/