GEMMA GALGANI – JULHO DE 2017


Gemma Galgani  - Julho de 2017
Mensagem de 03 de julho de 2017 (publicada em 16 de julho)
Origem francesa – recebida do site Les Transformations

Áudio da Leitura da Mensagem em Português - por Noemia
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Eu sou Gemma Galgani. Irmãs e Irmãos na Luz, na Unidade e em Cristo, dignem-se a acolher o dom da Graça e instalemos entre nós a comunhão e a Paz do coração.

… Silêncio…

Foi-me pedido hoje para vos vir falar do que vocês vivem na vossa consciência. Eu não falarei do vosso corpo, isso foi feito pelo Comandante. Eu venho falar-vos dos mecanismos que se desenrolam na vossa consciência neste período, quer vocês estejam acordados, adormecidos, libertados, porque é exatamente o mesmo processo que vocês devem começar a viver, por instantes, por momentos, ou de forma constante.

Depois da realização das Teofanias, foi vos dado a viver, por vezes, coisas que vocês poderiam qualificar de agradáveis, e em outros casos coisas muito desagradáveis. Não há diferença entre o agradável e o desagradável porque isso diz respeito exclusivamente à vossa pessoa e à vossa personagem. Num caso como no outro, quer haja sofrimento, quer haja Alegria, isso traduz unicamente esta fase particular de alquimia que vocês vivem. Eu não terei tempo para falar disso mas eu remeto-vos para dois ou três elementos que nós, irmãs Estrelas, vos demos, primeiro falando-vos das nossas vidas, a que eu própria vos descrevi, depois olhando a vida e o que foi expressado, há alguns anos, por Hildegarde de Bingen relativamente à tensão para o Abandono, e também o que disse a nossa irmã Estrela Teresa relativamente ao Caminho da Infância.

Foi-vos repetido muitas vezes que vocês estavam neste mundo mas que vocês não eram deste mundo, mesmo que muitas vezes o hábito das encarnações faça com que vocês considerem este mundo como o local onde vocês realizam a verdade da Luz. E vocês constatarão no entanto que a verdade da Luz, quando ela vos toca põe fim a tudo o que vocês conhecem.  Quanto a mim, para voltar muito brevemente à minha encarnação, eu não tive que enfrentar, como algumas das minhas irmãs ou certos Anciãos, a dualidade, porque eu estava muito pouco sobre este mundo, e isso não era uma vontade da minha parte mas uma vontade do meu anjo guardião, para que eu não fosse afetada pelas regras deste mundo. Visto do exterior, isso podia parecer para mostrar aos meus pais e ao meu meio ambiente, quando eu era jovem, um lado irreal ou, como vocês diriam hoje, não encarnado.  Não era esse o caso, eu estava plenamente consciente do que eu vivia, da mesma forma que hoje muitos entre vós estão cada vez mais conscientes da Eternidade, e viveram diferentes abordagens, não ao nível da cabeça mas ao nível da vibração. 

E vocês constatam que, apesar de tudo, quer vocês estejam libertados ou não, que existe ainda uma forma de dualidade, mesmo no seio da vossa unidade vivida. Essa dualidade é simplesmente a expressão do que é efémero e do que é eterno, a iluminação da Eternidade sobre o efémero, levando-vos não mais ao que o Comandante nomeava, há uns anos, os tournicoti-tournicota mas, para alguns de vós, a uma dificuldade de resolver as problemáticas dos vossos corpos, das vossas vidas, das vossas relações, enquanto que para outros entre vós tudo floresce e tudo se torna fluído. 

Num caso como no outro isso não faz diferença, salvo para a pessoa, mas isso não faz diferença para a vossa eternidade porque é o meio que a Inteligência da Luz encontrou para vos fazer tomar consciência, pelo observador e a testemunha, do que vocês são. E, certamente, vocês constatam, há por vezes um antagonismo e uma oposição total entre a vossa vida e a vossa eternidade.  Por vezes há sincronicidade e adaptação total do vosso efémero à vossa eternidade, em outros casos é estritamente o contrário, mas num caso como no outro há sempre a mesma finalidade: reconhecerem a si mesmos e aquiescerem, aceitarem sem condições o que foi nomeado o sacrifício e a vossa ressurreição.  Lembrem-se que isso não depende das vossas memórias, propriamente ditas, isso não depende mesmo das vossas linhagens, mas isso depende simplesmente dos hábitos de encarnação, dos hábitos da vossa espiritualidade vivida no seio desta matriz.

A Verdade não é deste mundo, de maneira nenhuma. Certos intervenientes disseram-vos mesmo que este mundo era ilusório, totalmente irreal.  Esse é o ponto de vista do Libertado, mas para aquele que não está libertado, isso traduz-se muitas vezes por confrontações ou oposições, em vós mesmos, no vosso par (no casal), no vosso trabalho, com os vossos filhos, com os vossos pais.  Todos vocês viveram isso de uma maneira ou de outra, mais ou menos importante, e é precisamente o facto de viverem isso, como a Alegria assim mesmo, que permite colocarem-se, posicionarem-se de maneira definitiva face a essa escolha entre o sofrimento e o medo e os hábitos, e o Amor livre que não conhece nada dos tormentos da vossa pessoa, e que no entanto vocês são. 

Em alguns de vós existe ainda, efetivamente, apesar dos processos vibratórios vividos, uma forma de assimilação da consciência, pela persistência do mental ou de certas linhagens, com a ilusão deste mundo e as experiências que vocês viveram, e que até ao presente vos permitiram aproximar da Verdade. Hoje isso não se aplica. São precisamente essas oscilações, ou essa constância, que  vos fazem descobrir, pela colocação do observador, o que é a pessoa, através dos vossos hábitos, dos vossos comportamentos, de certas resistências, de certos problemas corporais, ou mesmo na vossa consciência.

Não vejam aí nenhum prejuízo, mesmo se o vosso corpo apresenta sofrimentos. É a melhor forma de viverem a vossa libertação, a vossa liberdade. É aí que o Caminho da Infância, da inocência, ganha todo o seu valor que é o de, não somente se abandonar à Luz na totalidade, mas de ver que vocês não podem dirigir a vossa vida e ser dirigidos pela Luz - que vocês são. Certamente, isso leva, por vezes, a confrontações nas relações. Certamente isso leva, por vezes, ao vosso interior, uma forma de dúvida ou de hesitação, onde vocês não sabem mais, finalmente, nesses momentos, onde estão e quem são. Quer isso seja pelos desaparecimentos ou pelos sentimentos, por vezes, de confusão, de dúvida, de tristeza, isso semeia a Alegria e isso alimenta a vossa eternidade, mesmo que não vos pareça no momento em que vocês o vivem.

É aí que a vossa confiança, a vossa fé na Verdade é posta à prova. Será que vocês ainda se mantêm, será que vocês mantêm ainda a vossa história, será que vocês mantêm ainda as vossas posses, será que vocês ainda se mantêm neste mundo, será que vocês têm verdadeiramente a sede da Alegria? É precisamente através destas resistências, destes sofrimentos, destes conflitos, destas hesitações no vosso interior, para aqueles que os vivem, que se encontra a solução.

A Luz, lembrem-se, nunca destrói. A Luz propõe, e vocês dispõem ou não do que vos é proposto.  Mas, se vocês o constatam, todos os esquemas antigos de funcionamento, do vosso corpo como da vossa pessoa, não podem mais manter-se. Vocês não podem mais mentir a vós mesmos, vocês não podem mais mentir à Luz, vocês não podem mais encontrar pretextos. Os pretextos, como por exemplo as obrigações, de qualquer natureza que sejam, referem-se ao personagem efémero, levando-vos por vezes a situações em que vos parece impossível encontrar uma solução, impossível de se tornarem como as crianças, impossível de se tornarem como um pássaro que não se preocupa com a refeição do dia seguinte. Porque são assim as leis deste mundo às quais, efetivamente, vocês ainda estão, em parte, submetidos.

Mas chega um momento que é diferente para cada um, e isso antes do Apelo de Maria, em que muitos de vós vão ser obrigados, pela sua própria consciência, a decidir firmemente onde é que se colocam. Vocês não poderão mais negociar com os vossos bens, vocês não poderão mais negociar com a vossa história, vocês não poderão mais negociar com o que é falso. E isso é certamente, por vezes, temível no Status Quo estabelecido em certas relações, em certas afeições, em certas ocupações quaisquer que elas sejam no seio do efémero. É a vós que cabe, então, ver as coisas e decidir na vossa consciência, colocarem-se e não mais se moverem.

Algumas escolhas podem parecer-vos, no seio da pessoa, dolorosas, até mesmo impossíveis. Isso significa que vocês ainda estão no personagem, na vossa história. Mesmo se a Luz vos deu sinais claros, através da vibração, através de certas experiências, ou mesmo certos estados de Graça, não é menos verdade que o período apresenta, por vezes, e para a maioria de vós, certas dificuldades. As dificuldades, certamente, não vêm da luz mas de uma certa forma de falsidade e de ilusão da vossa pessoa que não podem ser vistas, porque fazem parte dos vossos hábitos, e que mesmo o melhor dos observadores ou testemunhas não podem resolver.

É aqui que intervém o que vos disse Hildegarde de Bingen, é aqui que intervém o que eu vos disse e o que disse a minha irmã Teresa, permitindo-vos, pelos quatro pilares do coração, pelo Caminho da Infância e da inocência e da espontaneidade, dar com facilidade este último passo, sem remorsos e sem lamentos, sem sofrimentos também. É abandonar os automatismos da vossa personagem, aceitar o sacrifício a fim de ressuscitar ao mesmo tempo. Além disso é a ajuda que vos trazem os elfos mas também toda a relação, mesmo a mais difícil, que está à vossa volta.  Quer seja em casal, quer seja com uma irmã ou um irmão, quer seja numa relação estritamente profissional, mesmo aí, quer o coração esteja à frente, quer ele não esteja. E isto vocês veem, vocês não podem mais esconder-se de vós mesmos, vocês não podem mais mentir-se.  É este o efeito da Luz nesta fase final da ascensão da Terra e da vossa Libertação. 

O que vos foi dito ao nível das aldeias dos elfos é, de facto, real; então aproveitem essa ajuda mas, sobretudo, não esqueçam, mesmo que ainda não o vivam, que a Luz não poderá deixar intactas as vossas pessoas, as vossas relações, a vossa vida. Vocês sabem-no já há muitos anos relativamente ao mecanismo coletivo, mas o mecanismo individual acontece agora e já, antes mesmo do momento coletivo, para um número cada vez maior de vós. Vocês veem-no, vocês vivem-no talvez.  E é precisamente nisso, no que vocês têm a viver, que se encontra a solução, ou seja, deixar ir, ter confiança, ter fé, não reagir, acolher a raiva do outro, acolher mesmo a predação do outro, para a transmutar em vós. Enquanto que, se vocês reagirem, vocês mantêm a predação, vocês mantêm o conflito.

Por outras palavras, devem amar acima de tudo, mesmo o pior dos vossos inimigos, mesmo a pior das vossas relações, bem mais do que aquele com o qual tudo é doce, bem mais do que aquele com o qual tudo corre normalmente. Aí está o vosso dom da Graça, aí está a verdade da Luz, e que não é certamente a verdade da vossa pessoa. É assim que se resolvem os últimos antagonismos, as últimas confrontações, isso que foi nomeado: o face a face entre o efémero e o Eterno. Lembrem-se que este último passo só vocês o podem fazer, neste ato nomeado sacrifício e ressurreição.

Certamente o ego fará tudo, mesmo se vocês estão na Infinita Presença, para vos chamar à ordem, para vos chamar para as vossas obrigações, para vos chamar para a vossa moralidade presente no seio deste mundo. A Luz não se importa com a moralidade, ela não organiza nada, ela é inteligente por natureza, ela é espontânea, ela é Evidência. Então, se a vossa vida não é evidência, mesmo no seio do personagem, é porque vocês não deram esse passo, porque vocês hesitaram, porque vocês têm medo. Qualquer que seja a dose de Amor que vocês tenham vivido, aceitem isso e isso passará, mas se vocês combatem, o combate se tornará cada vez mais terrível, quer isso se exprima pelo vosso corpo, pelas vossas emoções, pela vossa consciência.

Não esqueçam, vocês que receberam a bênção da Luz – que se traduz pela ativação das vossas Coroas, mesmo que seja intermitente -, com responsabilidade. Aqueles a quem muito foi dado, muito será pedido, e esse momento chegou. Vocês não podem mais manter qualquer personalidade que seja, quer vocês o aceitem ou não. A consequência, se vocês estiverem na negação, serão certamente acontecimentos desagradáveis e cada vez mais desagradáveis para a vossa pessoa, mas que não tocam em nada a integridade da vossa eternidade, mesmo que vocês não a vejam.

A Luz, efetivamente, empurra-vos dos vossos últimos refúgios, das vossas últimas adesões à ilusão, das vossas últimas certezas relativamente ao que vocês nomeiam espiritualidade que, vocês sabem, não representa estritamente nada que não seja enganar a pessoa que vocês são, seduzir-vos, levar-vos para desvios, impedir-vos de encontrar e de viver o Cristo, a vossa eternidade. Cabe a vós escolher. Vocês sabem-no, vocês têm toda a latitude e liberdade para decidir. Nós não podemos decidir nada por vós, sobretudo se vocês estiverem despertados.

O Apelo de Maria, certamente, mudará a situação, mas eu repito-vos, muitos de vós, despertados, começam a viver isso. Vocês antecipam o momento coletivo porque ele necessita da vossa Luz, da vossa Presença, para além do local onde vocês estão. É aí que vocês demonstram, de qualquer modo, a verdade do vosso abandono à Luz, a partir do instante em que não pode ser tirada nenhuma vantagem pela pessoa, levando-vos, por vezes de forma brutal, a ver que vocês se alimentam no exterior da Luz mas que vocês não se encontraram.

Não é uma questão de vos julgar nem de vos julgar do exterior, é também uma questão de aceitar, de ver, porque a partir do momento em que vocês o aceitem, mesmo se vocês o veem incompletamente, a Graça operará e o sacrifício e a vossa ressurreição acontecerá de forma quase simultânea, como quando do Apelo de Maria.  Há um antes, há um depois, como houve um antes e um depois para aqueles que foram libertados pela Onda da Vida, pelo Canal Mariano ou pelas Teofanias.

Mas eu devo dizer-vos que, enquanto existir um sofrimento em vós vocês não são livres. O sofrimento leva-vos à Liberdade mas se vocês são livres, mesmo que vocês tenham uma doença, vocês não sofrem.  Se vocês são livres, mesmo se vocês têm um conflito nas vossas relações, vocês não sofrem. como pode o coração sofrer? Só a pessoa é que sofre. E o jogo da Luz mostra-vos isso neste mesmo momento, com vós mesmos, com os  próximos (familiares), com todas as relações. Então, não vão dissecar o porquê e o como da vossa situação atual dizendo que não é justo com o que vocês viveram, porque a Luz convida-vos a mais humildade, a mais transparência, a mais evidência, a mais certeza também. Não há nenhuma certeza na vossa pessoa porque, depois do Apelo de Maria, vocês não serão mais os mesmos, quer vocês estejam ainda nesse corpo ou no vosso corpo de Eternidade.

Nenhuma memória poderá ser mantida. No final dos 132 dias, qualquer que seja a vossa situação, se vocês ainda estiverem presentes sobre a Terra, acontecerá um fenómeno que foi nomeado o planeta grelha, onde nada do que vocês conheceram terá alguma utilidade e desaparecerá, portanto, totalmente e inteiramente. Então vocês estão prontos, hoje, pergunta-vos a Luz, para fazer o luto de toda a história, de toda a forma carbonada, de todo o sofrimento? Estão prontos para deixar ir aquilo que vocês ainda acreditam manter? Estão prontos para se tornarem uma criança? É isto que vos pergunta a Luz, através dos inconvenientes dos vossos corpos, das vossas linhagens, como dos inconvenientes da vossa consciência.

Hoje, não há outra possibilidade se não sofrer, a qualquer nível que seja, ou estar na Alegria. Não pode existir nenhum sofrimento na Alegria, não pode existir a mínima dúvida do que quer que seja sobre a veracidade da Eternidade, na Paz do coração.

As Teofanias permitiram a muitos de vós vivê-lo, realizá-lo. As novas Teofanias que implementámos há uns dias serão, aqui também, para vós, o meio de vos recarregar, se o posso dizer, de vos realinhar, de atenuar o que é para atenuar, da mesma forma que sob as cúpulas no limite das aldeias élficas (dos elfos). Cabe a vós ver, cabe a vós compreender, se vocês tiverem necessidade de compreender, e, sobretudo, cabe a vós decidir. A Luz não pode ir mais longe porque ela deve respeitar o vosso livre-arbítrio, se vocês ainda aderirem a isso. E se para vocês a Liberdade é evoluir, se para vocês a Liberdade é estar na matéria, então, que seja feito segundo a vossa fé. A Luz não vos pode desviar um dedo daquilo que a vossa consciência pretende. Esta consciência de que falo não é nem a consciência ordinária nem a supra-consciência mas é a consciência Una, resultante da alquimia que já se vive há muitos meses.

Vocês não podem pretender viver os fenómenos vibratórios, que vocês vivem realmente e concretamente, e depois cair no seio da pessoa, porque isso vos fará sofrer certamente. É a vossa localização que faz sofrer, não é a Luz. É por isso que as Teofanias permitiram aumentar o processo do observador e da testemunha junto de muitos de vós. Isto é uma prova para vós, e isto deve tornar-se uma evidencia se, entretanto, a vossa escolha for a Liberdade.

Vocês sabem, a Liberdade não se acomoda em nenhuma dimensão, em nenhuma matéria, e nem mesmo, em definitivo, em nenhuma forma. Então, cabe-vos ver se vocês ainda são deste mundo ou se vocês estão unicamente neste mundo, de forma muito concreta, muito palpável, muito física também. E lembrem-se que não há nada a procurar, que não seja a iluminação desta alquimia que se desenrola pela localização da testemunha ou do observador, que vos dá a ver e a viver isso. Mas se houver sofrimento, quer isso seja no corpo ou na consciência, vocês só podem culpar a vós mesmos. Não serve de nada designar o outro, designar um culpado. Não há nenhum culpado, nem mesmo vocês, há apenas o jogo da consciência livre e confinada que colidem de forma definitiva. Porque vocês entram, neste mês de Julho, não somente na ascensão da Terra mas no processo resolutivo da vossa libertação, independentemente da ascensão da Terra, independentemente mesmo da visibilidade dos sinais terrestres.

Isso também é uma graça. A lentidão da vossa libertação em relação aos ciclos previstos desde há muito tempo, tal como previram os Nefilins, nós sabíamos há longo tempo, necessita sempre de ajustamentos extremamente precisos nesse jogo estéril da sombra e da Luz que chega ao fim, também em vós. Num determinado momento vocês verão que a vossa pessoa, o que resta dela, é só sombra, é só sofrimento, como o vivem aqueles que tiveram a possibilidade, de forma acidental, de sair do seu corpo, quando dos mecanismos de comunhão, fusão e dissolução da consciência, de constatar que assim que reentram nesse corpo, entram num cadáver. É assim que a Luz sente esse corpo porque essa matéria, mesmo esclarecida, mesmo iluminada ao nível do coração, não apresenta nenhuma função que não seja o jogo da consciência que, vocês sabem, foi profundamente alterada neste mundo.

Eu vim, de qualquer modo, encorajar-vos, sobretudo para aqueles de vós que vivem momentos difíceis. Lembrem-se que vocês viveram a vibração do coração, a vibração de uma Coroa, não para reviver esse passado, porque através desses sofrimentos, quaisquer que eles sejam, a Luz está ainda mais presente. Reconheçam-na, reconheçam-no, e vocês se reconhecerão. Eu lembro-vos que qualquer que seja o estado de sofrimento que as minhas irmãs viveram no seu caminho, quaisquer que sejam os ataques que algumas das minhas irmãs viveram, ou certos Anciãos, na sua experiência, isso pode parecer terrível para aquele que procura, mas para aquele que o viveu, isso não é nada, porque há uma equivalência total, no seio da Eternidade, entre o sofrimento e o Amor. Isso não pode ser concebido, nem mesmo explicado no seio da vossa personalidade.

Assim, portanto, encarem tudo o que hoje vos faz sofrer como um trampolim inestimável para serem libertados de quem vocês ainda creem ser. É precisamente aquilo que vocês creem ser que faz sofrer, em qualquer idade que seja. Quando vocês tiverem encontrado na totalidade a Eternidade, quando vocês forem libertados vivos, qualquer que seja a vossa idade, quer vocês sejam novos ou velhos, não faz diferença nenhuma. Porque o que vos alimenta, o que vos anima, não é mais a energia vital mas a energia vibral, que não é uma energia, de qualquer modo, que é informação, informação-Luz que as vossas células reconhecem e que põe fim, definitivamente, a qualquer atração neste mundo, como vos expliquei na época, como Hildegarde de Bingen vos explicou e como Teresa vos falou.

Fora do coração, vocês sabem, não há saúde. Mas eu não falo do coração que vocês podem conhecer no amor deste mundo, eu não falo mesmo de certos encontros que vocês puderam realizar, porque há uma reversão a fazer. Se vocês sofrem hoje é porque vocês apanham a vossa Luz no exterior. Vocês não consciencializaram que vocês são a Luz, senão não haveria mais nenhum sofrimento, de qualquer tipo, nem físico, nem mental, nem emocional, nem na consciência.  Aceitem isso, observem isso, não para procurar causas ou um caminho de saída, ele não existe. O caminho de saída, só há um, é o coração, o Desconhecido, o Amor incondicional, o Paráclito, o Impessoal, todos esses marcos que nós colocámos, uns e outros, para vosso conhecimento, para vos ajudar no momento que se abriu depois de 7 de Junho.

Certamente eu posso dar alguns exemplos. Se vocês estavam à espera do evento celeste, vocês podem começar a duvidar. Não há nada no céu, mesmo que, certamente, muitos coisas sejam já observáveis com os vossos olhos de carne, até mesmo os Elementos, as nuvens, os vossos céus estão diferentes, mas ainda não há elemento exterior. 

Em vós, certamente, é diferente, e a vida mostra-vos todos os dias. Não desviem o vosso olhar, não procurem uma explicação no passado ou uma solução num futuro ou numa ajuda exterior. Isso é sempre possível, e mesmo desejável em certos casos, mas a última solução são vocês. E quando eu digo « vocês » eu dirijo-me não à vossa pessoa mas ao vosso coração, à Verdade. É tempo de acabar com tudo aquilo a que vocês aderiram, é tempo de acabar com todas as aquisições, sobretudo ao nível espiritual. Lembrem-se, o Espírito não tem que ser organizado. Ele não depende de nenhum karma, de nenhuma evolução, de nenhuma transformação. É isso que é preciso viverem, aceitarem. Só vocês o podem fazer.  Sobretudo agora.

Nos últimos meses nós temos, de alguma forma, trabalhado duramente para vos dar elementos úteis, não para todos, certamente, mas para alguns de vós, para vos ajudar no processo do face a face, de confrontação. Mas lembrem-se do que acabo de dizer, é muito importante. Não há coração sem Alegria. Se vocês estão no coração não pode existir o mínimo sofrimento. Isto quer dizer o quê? Isto quer dizer que se vocês sofrem, a qualquer nível que seja, vocês não estão no coração, vocês ainda estão na pessoa. Não se julguem, não se condenem. Sejam verdadeiros, vocês já não podem trapacear, vocês já não podem jogar o jogo da aparência.  Vocês constatarão muito rapidamente, se já não foi feito, as desordens e os distúrbios no vosso corpo, na vossa consciência, no vosso mental, nas vossas emoções e, sobretudo, não me perguntem como encontrar o coração. Eu digo-vos que nós vos demos, não eu, mas alguns Anciãos deram-vos ainda técnicas para a aprimorar ainda mais o que vós tinham para ver.

A Paz é natural para o Libertado. Vocês sabem, ele não depende de nenhuma causa, de nenhuma circunstância, de nenhuma aquisição, bem pelo contrário. A Alegria depende realmente da vossa capacidade, quem quer que sejam os vossos próximos, quem quer que seja a vossa família, quaisquer que sejam os vossos bens, de serem independentes disso.  Portanto, não é uma questão de abundância ou de facilidade no seio da pessoa, é unicamente uma questão de resistências, de coisas que não foram vistas ou que não puderam ser vistas até ao presente. Isto já vos foi explicado, eu creio, nestes dias que passaram. Aproveitem o que a Luz vos dá para vos dar a vós mesmos.  Vocês não têm nada a manter, vocês não têm nada a guardar. Tudo o que vocês creem manter e guardar são só ilusões da pessoa e que, vocês sabem, desaparecerão muito em breve, quer vocês o queiram ou não.

Então, se vocês foram chamados pela Luz, por uma das Coroas, muito vos foi dado; hoje, muito vos é pedido. Isso é enorme para a pessoa, mas eu asseguro-vos que uma vez ultrapassado esse limite não existe, essa porta, ilustrada pela Porta OD, vocês encontrarão a Porta ER, a Alegria espontânea, sem objeto, sem razão, onde não existe nenhum espaço possível para a dúvida, para o sofrimento do qualquer que seja, onde tudo é Evidência. 

Resumindo, vocês vivem a evidência da Luz ou vivem a evidência da vossa personagem? Não é possível meia medida, e vocês sabem-no. As últimas técnicas que vos foram dadas e o que acabam de vos anunciar, pela boca de Eriane, relativamente às aldeias élficas, são as últimas ajudas, assim como as novas Teofanias, que nós podemos trazer. Para além disso, não podem existir outras porque tudo depende de vós, e unicamente de vós, e não das vossas circunstâncias de vida, e não dos vossos limites nem dos vossos sofrimentos.

Então, certamente, nesse jogo da consciência, nesse face a face, nessa confrontação, qualquer que seja a aparência, só diz respeito a vós, porque o outro, mesmo o mais oposto à Luz, mesmo o mais próximo de vós na Luz, não existe, tanto quanto vós. São jogos, é isso que isto vos dá a ver, a localização do observador. Vejam-no e acedam à vossa Liberdade, mas vocês não podem levar nada, vocês devem estar nus.  Aí está a Infância e a espontaneidade. Então, vocês estão prontos para se tornarem essa criança interior? Estão prontos a perder tudo para tudo encontrar? Ou mantêm-se ainda naquilo que têm, naquilo que creem ser?

Vocês verão claramente, e já é o caso para muitos de vós, sem nenhuma dificuldade, o que é da ordem da facilidade do coração e o que é da ordem da dificuldade da pessoa. É assim que vos foi dito, muitas vezes nestas últimas semanas, nestes últimos meses, que ninguém poderá dizer que não sabia. Em todo o caso para os despertados. As coisas são um pouco diferentes para aqueles que não viveram nenhum chamado, quer eles estejam na negação ou quer eles estejam instalados no conforto da sua vida. Eles não têm necessidade disso. Eles são os últimos, eles serão os primeiros. 

Mas para todos vós que procuraram a Luz, quer isso seja nos conhecimentos, nas experiências, nos karmas, no vosso exterior, através do que nós vos dizemos, e era normal alimentarem-se da Luz que nós vos trazíamos, para se encontrarem;  hoje, isso já não é normal. Vocês têm necessidade de se alimentarem de Luz ou vocês vivem a Luz que vocês são? Isso é profundamente diferente. Vocês veem-no e vivem-no.  Não é mais a questão de medo, não é mais a questão das memórias, das mágoas, isso já vos foi explicado, parece-me. Então, hoje, não é mais o medo ou o Amor, é o sofrimento ou o Amor, não há outra alternativa.

Eu diria que é o último ato da Luz no seio deste mundo antes do Apelo de Maria, então, aproveitem esses poucos dias, essas poucas semanas, esses poucos meses, talvez, ninguém sabe, para ajustar o que é para ajustar. E o que é para ajustar não está nas circunstâncias das vossas vidas. Não está no fazer das malas, na demissão, no abandonar o marido ou a mulher, no mudar o que quer que seja, bem pelo contrário, é assumindo, pelo Amor, o que vocês têm para viver. Claro, se for o corpo, é preciso tratar, mas estejam bem conscientes do que isso significa. 

As convenções sociais, morais, afetivas, já não têm que estar no centro do palco. O que tem que estar no centro do palco, o Comandante repetiu-vos muitas vezes, é o Amor. O Amor à frente, o Amor atrás, o Amor à esquerda, o Amor à direita, o Amor em cima, o Amor em baixo. As experiências das vibrações que vocês viveram, mesmo para aqueles que têm a permanência das Coroas e que estão, portanto, libertáveis e libertados, devem também deixar a Luz trabalhar. Não levem em conta os hábitos, sobretudo quando estão ligados às linhagens, isso foi-vos explicado. Vocês não têm outra escolha senão o Amor ou o sofrimento. E quanto mais a pessoa se afasta, mais o corpo de Existência se instala e a consciência da Eternidade se instala, para aqueles que estão despertados.

Hoje, portanto, é da vossa única responsabilidade serem verdadeiros, nada procurarem no vosso exterior, virarem-se para vós e deixarem o Cristo bater à vossa porta e deixá-lo aparecer.  Mas a pessoa fará sempre mau serviço com o Cristo. O tempo da ilusão terminou, de pensar que o Cristo é um salvador, que vocês podem orar e que ele virá salvar-vos do que quer que seja – sobretudo de vós mesmos. É, tempo de se reconhecerem enquanto Cristo, enquanto Filhos Ardentes do Sol, enquanto própria fonte da vossa própria Luz. 

O que já se desenrola desde de 7 de Junho, e mesmo um pouco antes, desde as Teofanias, é exatamente o que acontece. Vocês viram-no. Ou tudo se transformou em vós, e vocês constatam tanto ao nível do corpo como da vossa consciência, eu diria que tudo está mais fresco, mais jovem, mais vivo, ou é o inverso. Se olharem à vossa volta, vocês veem irmãos e irmãs que tinham doenças muito invalidantes que desapareceram, e outros que viviam certos estados de coração, onde os distúrbios aparecem. Tanto um como o outro não têm que ser julgados, mas isso traduz diretamente a vossa localização, na Alegria ou no sofrimento.

Vocês não podem estar impacientes com o fim do mundo e serem verdadeiros, é a pessoa que diz isso. Vocês não podem estar à procura de justificações ou de explicações para tudo o que vos espera, tudo o que vos toca. Já não é tempo para isso e, além disso, vocês constam-no, vocês têm cada vez menos a oportunidade e a possibilidade de funcionar assim. Vocês sabem-no, o funcionamento do vosso corpo de Existência não tem nada a ver com a forma que vocês conhecem, na qual vocês estão hoje.

Então, a Luz vem-vos perguntar, antes mesmo que o Cristo bata à vossa porta: «Estás pronto? Queres deixar os mortos enterrar os mortos e tornares-te vivo? O que é que te retém? ». Assim falava Jesus. É o mesmo hoje, não através de um personagem exterior ou de qualquer mestre que seja, nem mesmo uma Estrela, um Ancião ou um Arcanjo, mas com vós mesmos, face a face, sozinhos, independentes de todos os avisos externos e de todas as situações exteriores. Então, olhem, olhem-se. Vocês estão na Alegria? Vocês estão em Paz? Integralmente, tanto no corpo como na cabeça, como no coração? Ou não? É isso que a Luz vos dá a ver. Tudo o resto são só ilusões, são só pretextos que constroem a vossa pessoa, o vosso mental, os vossos hábitos, para vos afastar da Verdade.

Não esqueçam que não há punição no seio da Luz, só há a Alegria. Se vocês forem Luz, vocês estão na Alegria. Se vocês forem Luz o vosso corpo não vos pode alterar, mesmo se estiver doente, bem pelo contrário. Vejam isso sem subterfúgios, sem fingimentos, sem necessidade de justificar o que quer que seja ou explicar o que quer que seja. Sejam cada vez mais verdadeiros e realizem estas palavras: «Vocês estão neste mundo mas vocês não são deste mundo», mesmo que, efetivamente, por vezes, a nova terra na 5ª dimensão seja a vossa casa.

O que quer que pensem disso, e nós todos sabemos, estando encarnados, que nós não levamos nada no momento da morte, nem marido, nem mulher, nem filhos, nem dinheiro, nem casa. E vocês sabem muito bem, mesmo sem o que nós vos temos dito, uma vez que eu nunca falei de tempo, mas hoje é o momento de falar. Chega de olharem à vossa volta. Quer vocês olhem para a sociedade, quer olhem para o clima, quer olhem para os vulcões, mesmo para a organização social e da vossa vida, vocês veem bem que estão um pandemónio. É apenas o início, mas nós nunca vos escondemos isso.

Então, vocês decidem, a Alegria ou o sofrimento. Não é mais a questão do medo, porque o medo transforma-se em sofrimento, ele retrai-vos, qualquer que seja o medo. Não serve de nada querer compreender a origem desse medo porque a encarnação neste mundo já é a morte. Então, percebam. A maior parte dos meus irmãos e irmãs neste planeta pensam que a morte é o fim embora a morte seja o início da Liberdade. Certamente isso é muito diferente, talvez, dos ensinamentos que vocês seguiram, das religiões às quais aderiram, mas cabe a vós avaliar o que é real. Nós não o podemos fazer por vós, nem o Cristo, nem Maria, nem a vossa esposa, nem os vossos filhos, nem os vossos pais. Nenhuma abundância, nem nenhuma restrição, não podem decidir por vós. 

É chegado o momento de serem livres, totalmente livres. Não somente no interior, como os Libertados viventes desde 2012 ou depois das Teofanias, mas também no exterior. E não entendam, com esta noção de Liberdade, deixar o marido, os filhos, a profissão, mas realizar o que vocês são, simplesmente isso. E se realizarem isso vocês próprios constatarão que não pode existir nenhum antagonismo com nenhuma pessoa, com nenhum irmão, nenhuma irmã, nenhuma situação, quer seja na carência ou na abundância. Nem um nem outro podem brincar com a Alegria. Se vocês ainda dependem disso, então, vocês não são o que vocês são, vocês são o que vocês creem ser no seio da pessoa. Não há, eu repito, outra porta de saída senão o Amor. É tempo de o demonstrarem a vós mesmos, de o provarem, se já não for o caso.

Uma vez que o último véu ou a última porta parecem ter sido ultrapassados,  está presente não só a Alegria mas o conjunto dos mundos, que vos aparece. E, sobretudo, vocês veem claramente a falsidade deste mundo, de todos os seus pretextos, quer sejam sociais ou espirituais, de todos os falsos mestres, de todas as religiões que vos aprisionaram, de tudo aquilo a que aderiram para se protegerem, para se preservarem do medo do vosso próprio desaparecimento. É isso a espiritualidade neste mundo. Ela não tem nada a ver com o coração, ela não permite nunca encontrar o coração. Só o Amor vos preenche e vos liberta, o que vocês são. 

Se vocês realizarem isto, aceitando-o imediatamente enquanto princípio, mesmo de crença, se vocês quiserem, ou de fé total, a Luz seguirá a vossa fé. Mas se vocês estão a tentar resolver algum karma ou qualquer situação que seja, excepto o vosso corpo do qual devem cuidar, vocês perdem o vosso tempo e estragam as vossas chances de viver a Verdade antes do Apelo de Maria. O que é importante, não para vós, porque em última análise vocês também sabem, desde sempre, que no final toda a gente é libertada, mas é inútil envolverem-se nesses caminhos de resistência à Luz. E é o caso enquanto vocês se alimentarem da Luz no exterior em vez de a assumirem no que vocês são, no vosso coração. É a única forma de dissolver os hábitos, as vossas crenças, as vossas experiências espirituais, para ser verdade.

Certamente, neste período, acontece, não como aconteceu há uns anos de forma individual, mas de forma cada vez mais coletiva, por grupo, por país, por região, por família, um pouco por toda a parte na terra, viver individualmente esta ressurreição, esta crucificação. A Luz chama-vos para isso. Mas compreendam, vocês são a Luz, e se existir sofrimento, vocês lutam com vós mesmos, unicamente com vós mesmos, porque não viram, porque não renderam as armas da personalidade, da história, da ilusão, agora que tudo é cada vez mais simples, eu vos asseguro.

Olhem os vossos irmãos e as vossas irmãs, entre vós, que vivem esta Alegria permanente, sem trapacear, sem vibrações, sem nada a não ser a plenitude desta Alegria. Vocês veem bem. Não são ermitas, não deixaram mulher e filhos, não deixaram a sua profissão, são verdadeiramente eles próprios. Então, eles já não estão sujeitos, qualquer que seja o ambiente, a qualquer fator ambiental porque a Paz está instalada de forma definitiva, a Alegria também. E isto está aberto a cada um porque é o tempo da Graça.  As graças das Teofanias, as graças realizadas pelos elfos e por vós mesmos.

Não lutem contra as quimeras, quaisquer que sejam as certezas que as quimeras vos tenham dado até ao presente, quer isso seja através da estabilidade afetiva, a estabilidade profissional, a estabilidade financeira ou social.  Procurem o Reino dos Céus, ele está dentro de vós, à vossa espera. Tudo o resto é jogo. Tudo o resto, vocês sabem, passa e passa cada vez mais depressa.

A Unidade, que eu represento, faz parte da nova Tri-Unidade. Ela é a Liberdade, ela é esta Alegria e ela é esta Paz.

Compreendam, vocês não podem pretender estar no Si ou ser libertados e maltratar quem quer que seja ou o que quer que seja, porque são vocês, como dizia o Cristo: «O que vocês fazem ao mais pequeno de vós, é a mim que o fazem.» Então, o que vocês fazem ao mais pequeno de vós ou ao vosso maior inimigo, é a vocês que o fazem. Tomem consciência disso. O Amor suporta tudo, o Amor espera tudo, o Amor move montanhas, o Amor muda a Ilusão, deita-a abaixo, mas vocês não podem encontrar o Amor verdadeiro em qualquer circunstância da vossa pessoa. Eu diria mesmo que a pessoa se torna um obstáculo, um peso volumoso quando a Verdade é revelada, quando vocês a revelam em vós.

Então, certamente, existem também mecanismos da alma mais precisos que acontecem em vós, mas eu deixarei a minha irmã Ma Ananda, portadora do Fogo, expressar-vos isso e fazê-lo viver.

Não é necessário para mim abrir um espaço de questionamento. Aqui está o que eu tinha para vos entregar: hoje, há Alegria ou há sofrimento, há Paz ou há desordem, há falta ou há plenitude, e isso não se refere à vossa personagem e à vossa vida mas à verdade do vosso coração, nada mais que isso. Tudo o resto são só absurdos e álibis. Vocês não podem estar na verdadeira Alegria e agredir quem quer que seja. Vocês não podem estar na verdadeira Alegria e fazer caretas. Vocês não podem estar na Alegria e sofrer. Isso não é possível.

Muitos de vós também o vivem, com momentos muito intensos de libertação e outros momentos que, infelizmente, vos trazem de volta à realidade, à qual vocês aderem ainda. É assim que vocês veem a Verdade. Não de outra maneira. De forma cada vez mais explosiva e, por vezes, dura para a pessoa. Isso prova simplesmente que vocês ainda são uma pessoa. Mas é precisamente essa iluminação que vos permite não mais serem essa pessoa, serem o homem regenerado ou a mulher regenerada, ressuscitados tanto na sua carne, como na sua manifestação, como nas suas emoções e como em toda a atividade intelectual ou mental.

Na Alegria nada do velho pode subsistir, nem mesmo as forças inconscientes de predação das vossas linhagens, das vossas origens, se elas existirem.  Não há esforço a fazer, há apenas que reconhecer que vocês não estão lá.  Não para vos condenar, vos julgar ou vos punir, porque reconhecer isto vos levará a viver um dom total da Graça à medida que vocês se entregarem à Luz que vocês são.

Onde quer que vocês estejam, aqui presentes, a ler ou a ouvir, eu peço-vos agora para partilharem comigo a Teofania do coração, a Teofania do Espírito. 

… Silêncio…

Possam vocês estar definitivamente iluminados e ser, enfim, o que vocês são.

… Silêncio…

Eu sou Gemma Galgani e eu estou convosco, sobretudo com aqueles que vivem certos sofrimentos. A minha simples presença ao vosso lado, à vossa frente ou no Canal Mariano, é um bálsamo calmante que vem aliviar. Chamem-me. Eu virei, de qualquer forma, visitar-vos sob as cúpulas das aldeias dos elfos, isso não me levanta nenhum problema. Sejam verdadeiros, sejam autênticos, não no seio da pessoa, do que vocês creem ou vivem, mas na verdade do coração. Eu sou Gemma Galgani, eu amo-vos. E, então, até muito em breve.



* * *

Tradução : Cristina Marques



PDF (Link para download) : Gemma Galgani  - Julho de 2017


8 comentários:

  1. E é precisamente nisso, no que vocês têm a viver, que se encontra a solução, ou seja, deixar ir, ter confiança, ter fé, não reagir, acolher a raiva do outro, acolher mesmo a predação do outro, para a transmutar em vós. Enquanto que, se vocês reagirem, vocês mantêm a predação, vocês mantêm o conflito.
    .........
    Vocês não podem mais manter qualquer personalidade que seja, quer vocês o aceitem ou não. A consequência, se vocês estiverem na negação, serão certamente acontecimentos desagradáveis e cada vez mais desagradáveis para a vossa pessoa, mas que não tocam em nada a integridade da vossa eternidade, mesmo que vocês não o vejam.
    .........
    Nenhuma memória poderá ser mantida. No final dos 132 dias, qualquer que seja a vossa situação, se vocês ainda estiverem presentes sobre a Terra, acontecerá um fenómeno que foi nomeado o planeta grelha, onde nada do que vocês conheceram terá alguma utilidade e desaparecerá, portanto, totalmente e inteiramente. Então vocês estão prontos, hoje, pergunta-vos a Luz, para fazer o luto de toda a história, de toda a forma carbonada, de todo o sofrimento? Estão prontos para deixar ir aquilo que vocês ainda acreditam manter? Estão prontos para se tornarem uma criança? É isto que vos pergunta a Luz, através dos inconvenientes dos vossos corpos, das vossas linhagens, como dos inconvenientes da vossa consciência.
    .........
    Assim, portanto, encarem tudo o que hoje vos faz sofrer como um trampolim inestimável para serem libertados de quem vocês ainda creem ser. É precisamente aquilo que vocês creem ser que faz sofrer, em qualquer idade que seja.
    .........
    Tudo o que vocês creem manter e guardar são só ilusões da pessoa e que, vocês sabem, desaparecerão muito em breve, quer vocês o queiram ou não.
    .........
    Então, hoje, não é mais o medo ou o Amor, é o sofrimento ou o Amor, não há outra alternativa.

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  2. "Não há esforço a fazer, há apenas que reconhecer que vocês não estão lá. Não para vos condenar, vos julgar ou vos punir, porque reconhecer isto vos levará a viver um dom total da Graça à medida que vocês se entregarem à Luz que vocês são."
    -- o sacrifício nada mais mais é do que viver uma morte por antecipação. O sacrifício é estar despojado de todo o conhecimento, seja espiritual ou intelectual, o sacrifício é estar nu diante do Esposo(a) Cristo, Ma Ananda Moyi, Gemma Galgani... ou seja, diante da Eternidade, sem pretensão alguma. A palavra "sacrifício" remete ao medo, mas quando se é uma criança, não existe o medo, nem passado, nem futuro, existe a doçura do Amor, da inocência. O sacrifício é poder nascer de nova, mas dessa vez, não da carne, mas do Espírito; de outra forma, o sacrifício é como quando você se apaixona pela a mulher mais bela, mais meiga e imaculada, além dos conceitos humanos, e você de repente tem coragem de morrer por ela, de se diluir no fogo do amor com ela, e repentinamente, você é a plenitude, o Amor, o Androgino primordial, a Fonte, o conjunto de irmãos e irmãs, a criança que nasce, o velho que morre, o nada e o tudo. Mas, antes é preciso humildade para reconhecer que seu personagem nada sabe.

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  3. São maravilhosas, importantes todas mensagens que são recebida do site Les Transformations porem sem a colaboração para as traduções, sem você que é tão paciente e dedicado nada valeria para mim pelo menos e acredito que há muitos igual. Realmente rendo graças mais uma vez a cada um que a Luz o Amor e a dedicação se fortaleça a cada respiração em vocês. Acredito que seja muito a sentirem o mesmo.

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  4. Gemma, simplesmente amor, magnífica
    Rendo graças

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  5. rendo graças ao trabalho e a amada e santa gemma galgani , sinto sua presença como estrela unidade no canal mariano com toda levesa e amor que emite .
    " me chame e estarei ao seu lado " gemma galgani .



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  6. "Foi-vos repetido muitas vezes que vocês estavam neste mundo mas que vocês não eram deste mundo.
    "É aí que o Caminho da Infância, da Inocência, ganha todo o seu valor que é o de, não somente se Abandonar à Luz na Totalidade, mas de ver que vocês não podem dirigir a vossa vida e ser dirigidos pela Luz - que vocês São.
    "É Abandonar os automatismos da vossa personagem, aceitar o Sacrifício a fim de Ressuscitar ao mesmo tempo.
    "É este o efeito da Luz nesta fase final da Ascensão da Terra e da vossa Libertação.

    "Não esqueçam, vocês que receberam a Bênção da Luz -que se traduz pela ativação das vossas Coroas, mesmo que seja intermitente - com responsabilidade. Aqueles a quem muito foi dado, muito será pedido, e esse momento chegou. Vocês não podem mais manter qualquer personalidade que seja, quer vocês o aceitem ou não.
    "O Apelo de Maria, certamente, mudará a situação, mas eu repito-vos, muitos de vocês, Despertados, começam a viver isso. Vocês antecipam o momento coletivo porque ele necessita da vossa Luz, da vossa Presença, para além do local onde vocês estão.

    "Vocês entram, neste mês de julho, não somente na Ascensão da Terra mas no processo resolutivo da vossa Liberação, independentemente da Ascensão da Terra, independentemente mesmo da visibilidade dos sinais terrestres.
    "O caminho de saída, só há um, é o Coração, o Desconhecido, o Amor Incondicional, o Paráclito o Impessoal, todos esses marcos que nós colocamos, uns e outros, para vosso conhecimento, para vos ajudar no momento que se abriu depois de 7 de junho.

    "Hoje, portanto, é da vossa única responsabilidade serem Verdadeiros, nada procurarem no vosso exterior, virarem-se para vós e deixarem o Cristo bater à vossa porta e deixá-lo aparecer.
    "É tempo de se Reconhecerem enquanto Cristo, enquanto Filhos Ardentes do Sol, enquanto própria fonte da vossa própria Luz.
    "É chegado o momento de serem Livres, totalmente Livres, Não somente no Interior, como os Libertados viventes desde 2012 ou depois das Teofanias, mas também no Exterior.

    "Certamente, neste período, acontece, não como aconteceu há uns anos de forma individual, mas de forma cada vez mais coletiva,por grupo, por país, por região, por família, um pouco por toda a parte na Terra, viver individualmente esta Ressurreição, esta Crucificação. A Luz chama-vos para isso. Mas compreendam, vocês São a Luz.
    "Onde quer que vocês estejam, aqui presentes, a ler ou a ouvir, eu peço-vos agora para partilharem comigo a Teofania do Coração, a Teofania do Espírito.
    "Possam vocês estar definitivamente Iluminados e Ser, enfim, o que vocês São."

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  7. Excelente, em todos os sentidos.

    Alexandre
    👽

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  8. Eu adoro quando eles veem puxar as nossas orelhas,(risos), isso é amor, o verdadeiro amor... Deixo aqui registrado que as palavras da irmã de Luz Gemma caiu como uma luva, naquilo que estou vivenciando... Eles sabem a dificuldade que temos em permanecer no silêncio, no eterno, no interior, no impessoal... Para mim um puxar nas orelhas, nos coloca no eterno novamente. Quanta doação, quanto amor e quanta paciência conosco. Rendo graças.

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